sábado, 6 de julho de 2019

BRASIL AUMENTA O CONSUMO DA CARNE e o planeta esquenta mais.


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Consumir carne é contribuir para o aquecimento global e as mudanças climáticas.  Fazendeiros desmatam florestas para criar gado e os animais soltam gás metano, o pior dos gases para o efeito estufa.   No ano passado, a ONU recomendou diminuir em 50% o consumo de carne.

Enquanto alguns países conseguem diminuir o consumo da carne, grande vilã do ambiente, no Brasil o consumo só faz aumentar. No Reino Unido e nos EUA já houve alguma redução do consumo, como mostra o gráfico da FAO. Em parte isso se deve ao Veganismo e Vegetarianismo e também à uma diminuição do consumo diário da carne, como as Segundas-feiras sem carne.

No Brasil, esta tendência não aconteceu. Desde 1990, o consumo de carne dobrou com a estabilidade financeira e aumento da renda. O agronegócio representa 1/5 do Produto Interno Bruto do país e é o maior responsável pelo desmatamento.

O maior produtor de carne mundial é a brasileira JBS . A empresa recebeu durante o governo Lula-Dilma  a quantia de 400 milhões de reais do BNDES para aumentar seu negócio. Em 2009, o banco injetou 2 bilhões ao comprar a empresa americana Pilgrims produtora de frango. A indústria de frango e ovos é uma das mais cruéis para os animais. No Brasil, 95% dos ovos que consumimos são de galinhas confinadas.

A maior indústria de carne também está envolvida em corrupção.  Em março deste ano, promotores brasileiros impetraram acusações contra 12 pessoas, incluindo Joesley Batista, em troca de suborno para financiamentos baratos e investimentos do BNDES. O ex-presidente do BNDES e ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ex-presidente do banco, Luciano Coutinho também foram acusados e negaram. No dia 5 deste mês de julho, um juiz da 6a vara criminal de São Paulo recebeu denúncia contra o ex-senador Aécio Neves do PSDB-MG.
No geral, o consumo de carne aumentou muito desde 1960 e atualmente produção de carne é 5 vezes maior, saindo de 70 milhões de toneladas em 1960  para mais de 330 milhões de toneladas em 2017. A Índia e o Quênia são exemplos de países adequados de baixo consumo de carne.

O documentário COWSPIRACY produzido pelo ator Leonardo di Caprio alerta sobre os danos da carne ao ambiente e à saúde. 



terça-feira, 9 de abril de 2019

O que causa as chuvas intensas e enchentes?


O aquecimento global causado pelos gases produzidos pelos combustíveis fósseis (carvão, petróleo) e pelo gás metano está alterando os padrões de chuva. A irradiação solar também contribui para estas alterações e outros fenômenos como erupção vulcânica. A intensidade das chuvas tem aumentado em várias regiões do globo.
O planeta precisa liberar a concentração de calor na sua atmosfera através da chuva que em muitos casos provoca deslizamentos, inundações.

A renomada revista Nature explica que estas chuvas extremas carregam mais umidade do que antes. A cada 1O de elevação, o ar segura mais 7% de água na atmosfera. Segundo a ONU (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), as chuvas intensas aumentaram em muitas partes do mundo devido à mudança climática provocada pelo ser humano.
Grandes tempestades com muita quantidade de chuva são determinadas pela quantidade de vapor na atmosfera, mas este evento pode ficar mais complicado. A tempestade é  essencialmente uma torre de ventos que se movem para cima e que se alimentam sugando o ar quente das proximidades. Quando o ar sobe alto o suficiente, esfria e se condensa na chuva.

As tempestades podem gerar seu próprio clima, como a criação de poças de ar frio perto do solo que provocam mais correntes de ar verticais. A mudança climática pode amplificar esses efeitos, fazendo com que as correntes ascendentes fiquem cada vez mais fortes, o que puxa mais ar quente das regiões vizinhas e provoca mais chuva.

Para diminuir as alterações do clima a humanidade tem mudar a sua maneira de viver. O Acordo de Paris estabeleceu várias metas para limitar o aquecimento global e evitar uma catástrofe global.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

2018 - O Ano das Catástrofes custou US$ 160 bilhões e muitas vidas.

Josh Edelson / AFP / CP
2018 foi um ano muito ruim no que se refere aos desastres naturais. Comunidades nos Estados Unidos e em todo o mundo foram devastadas por incêndios florestais, furacões, terremotos, inundações e outras catástrofes. Além da destruição, os eventos climáticos e geofísicos causaram 10.400 mortes humanas e US $ 160 bilhões em danos estimados no ano passado, segundo estudo de reseguradora Munich Re.

O desastre que causou mais mortes foi o terrível terremoto-tsunami que atingiu a cidade indonésia de Palu em setembro, onde 2.100 pessoas morreram, de acordo com a empresa alemã.

Os três principais desastres naturais mais caros do ano ocorreram nos EUA. O Camp Fire - o incêndio mais mortal e destrutivo da história da Califórnia - liderou a lista da Munich Re, com prejuízos totais de US $ 16,5 bilhões e perdas seguradas de US $ 12,5 bilhões. Oitenta e seis pessoas morreram e milhares de casas e edifícios foram incinerados durante o incêndio de novembro em Butte County.

Os furacões Michael (US $ 16 bilhões) e Florence (US $ 14 bilhões) completam os três primeiros. Florença, em setembro, e Michael, em outubro, fizeram parte de uma temporada de furacões no Atlântico, em 2018.

Em quarto lugar nesta lista duvidosa está o Tufão Jebi, que atingiu o Japão e Taiwan em setembro, e custou US $ 12,5 bilhões; e em quinto lugar, os eventos históricos de enchentes e inundações do Japão, em julho, e custaram US $ 9,5 bilhões, de acordo com a análise do USA Today.

O que é ainda mais ameaçador, dizem os especialistas, esses desastres se tornarão mais severos à medida que as temperaturas continuarem aumentando em todo o planeta.

Em novembro, o governo dos EUA divulgou um relatório assustador que alertava que a mudança climática poderia matar milhares de americanos a cada ano e reduzir o PIB em mais de 10% até 2100.

O presidente Donald Trump, de maneira infame, descartou o estudo de seu próprio governo, dizendo "não acredito".

Não é mais uma questão de acreditar, está acontecendo!

Fonte: Ecowatch




domingo, 14 de outubro de 2018

12 YEARS TO AVOID A CATASTROPHE


On the same day that Brazil celebrated the renewal of the Congress and the banishment of many corrupt politicians of Brazilian public life, The Guardian newspaper sent a warning letter to its subscribers and published the article with the title:

 "We have 12 years to limit an environmental catastrophe," warned the current Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). Scientists declared that global warming should not exceed 1.5o C, and that urgent changes are needed to reduce the risk of extreme heat, drought, floods,  and poverty.

The report is sensible and dramatic in stating that we are now near where we will be to meet the targets to limit warming to 1.5o C. We need to cut global emissions by about 45% by 2030 compared to 2010 levels.
The Journal calls attention to the United States' position to have left the Paris agreement and to the alleged threat of candidate Jair Bolsonaro to use the Amazon for agribusiness. It will be possible? We do not believe it, not after IPCC report.

For Debra Roberts of The Guardian, it is the biggest bugle call of the scientific community to mobilize people and cut the accommodation climate.

 Jim Skea, the co-chair of the mitigation working group, added that it can be done within the laws of physics and chemistry. All it takes is political will. Scientists can not answer for this and it is up to governments to get the alert.

The IPCC warns that URGENT and never-before-made changes are necessary to keep warming below 1.5o C. This goal is capable of preventing corals eradication and reducing pressure on the Arctic. The report was published with the approval of 195 countries at a meeting in South Korea.

The Economist, a traditional business magazine known for its pragmatism, points out that "in study after study, page after page, fact after fact, evidence for man-made climate change has long been clear, it is harder than ever to be ignored.

Forbes magazine gives the news the title IPCC Report Reveals Urgent Need for CEOS to take initiative on Climate. Unprecedented action has to be taken by the public and the private sector to transform our energy, transportation system and other systems in the world.

Business plays an essential role in building political action for action, which can be the biggest challenge of all. What's more, investors and shareholders want - and hopefully - climate leadership, including advocacy policy.

A new survey by the Shelton Group reveals that 86 percent of consumers believe that companies should position themselves on social issues and environmental causes.

The Inside Climate News organization explains that according to the UN report "to keep global warming under control, the world will have to invest an average of about $ 3 trillion a year over the next three decades to transform their energy supply systems. Currently the investment in clean energy is about 250 billion. The investment in energy will happen anyway, but instead of fossil fuels, it would have to be done in renewable energy. "

According to the IPCC report, the planet has already heated up 1o and is gaining 0.2o every decade. If we reach two-thirds of the warming, the impacts of the high degree of warming would be equivalent to the national emergency, but on a global scale.

The situation is so serious that to avoid the increase beyond 1.5o it will be necessary to remove CO2 from the atmosphere and store it, being the best option to do so in new farming practices and soil carbon sequestration.

The alert has been published on 4 continents (except Antarctica) and there is recognition that there have been encouraging projects so far, but MUCH MORE MUST BE DONE.

IPCC report around the world: 

African News - Africa 

ABCNews - Australia

O Globo - Brasil 

National Post - Canada 

Chanakya IAS Academy - India  

Japan Times - Japan 

Vox - United States 




sábado, 13 de outubro de 2018

12 ANOS PARA EVITAR UMA CATÁSTROFE

No mesmo dia 8/10  que o Brasil comemorava a renovação do Congresso e o banimento de muitos políticos corruptos da vida pública brasileira, o Jornal The Guardian enviou uma carta de alerta para os seus assinantes e publicou a matéria no jornal:
 “Temos 12 anos para limitar uma catástrofe ambiental, como advertiu  o atual Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês). Os cientistas declaram que o aquecimento global não deve exceder 1.5o C, e que mudanças urgentes são necessárias para reduzir o risco de calor extremo, seca, inundações e pobreza".

O relatório é sensato e dramático ao afirmar que não estamos nem perto de onde estaremos para alcançar as metas para limitar o aquecimento a 1.5o C. Precisamos cortar as emissões globais em cerca de 45% até 2030, em comparação com os níveis de 2010.

O Jornal chama atenção a posição dos Estados Unidos de ter saído do acordo de Paris e para suposta ameaça do candidato Jair Bolsonaro de usar a Amazônia para agronegócio. Será possível? Acreditamos que não, após este novo relatório do IPCC. 

Para Debra Roberts do The Guardian, é o maior toque de clarim da comunidade científica para  mobilizar  as pessoas e cortar o clima de acomodação. 

 Jim Skea, co-presidente do grupo de trabalho sobre mitigação, acrescentou que pode ser feita dentro das leis da física e da química. Só falta vontade política. Os cientistas não podem responder por isso e cabe aos governos receber o alerta.

O IPCC alerta que mudanças URGENTES e nunca antes tomadas são necessárias para  manter o aquecimento abaixo de 1.5o C. Essa meta é capaz de prevenir a erradicação dos corais e de diminuir a pressão sobre o Ártico. O relatório foi publicado com a aprovação de 195 países em reunião no Sul da Coreia.

A Economist, tradicional revista de negócios conhecida pelo seu pragmatismo ressalta  “em estudo após estudo, página após página, fato após fato, a evidência para mudança climática antropogênica (feita pelo homem) há muito tempo clara, é mais difícil do que nunca ser ignorada.

A revista Forbes dá para a notícia o título Relatório do IPCC Revela Necessidade Urgente para CEOS tomarem iniciativa sobre o Clima. Ação sem precedente tem que ser tomada pelo público e pelo setor privado para transformar a nossa energia, o sistema de transporte e outros sistemas no mundo.

Os negócios tem um papel essencial em construir a ação política para ação, o que pode ser o maior desafio de todos. Além do mais, os investidores e os acionistas querem – e esperam-  liderança no clima, incluindo política de advocacia.

Uma nova pesquisa do Grupo Shelton revela que 86% dos  consumidores acreditam que as companhias devem se posicionar sobre questões sociais e causas ambientais. 

A organização Inside Climate News, Por Dentro das Notícias do Clima explica que  segundo o relatório das Nações Unidas “para manter o aquecimento global sob controle, o mundo terá que investir, em média, cerca de US $ 3 trilhões por ano nas próximas três décadas para transformar seus sistemas de fornecimento de energia. Atualmente o investimento em energia limpa é cerca de 250 bilhões. O investimento em energia vai acontecer de qualquer maneira, mas em vez de combustíveis fósseis teria que ser feito em energias renováveis". 

Segundo o relatório do IPCC o planeta já aqueceu 1o e está ganhando 0.2o a cada década. Se atingirmos dois 2o de aquecimento, os impactos do alto grau de aquecimento seria equivalente à emergência nacional, mas em escala global.

A situação é tão grave que para evitar o aumento além 1,5o será necessário remover o CO2 da atmosfera e estocá-lo, sendo a melhor opção fazer isso em novas práticas agrícolas e no solo.

A notícia foi publicada  nos 4 continentes (exceto Antártida) e há o reconhecimento de que tem havido projetos encorajadores até o momento,  mas MUITO MAIS PRECISA SER FEITO.



domingo, 22 de julho de 2018

IRLANDA Primeiro País a Desinvestir dos Fósséis

A República da Irlanda se tornará o primeiro país do mundo a retirar seus investimentos em combustíveis fósseis. A conquista da Irlanda é uma conquista de todos nós que nos empenhamos para que o mundo mude a matriz energética dos combustíveis fósseis para a energia limpa.

O fundo de investimento nacional do governo da Irlanda será obrigado a vender todos os investimentos em carvão, petróleo gás e turfa depois que o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados na quinta-feira 12/7 e espera-se que ele passe rapidamente pela câmara alta e pode se tornar lei antes do final do ano.

O fundo de investimento estatal irlandês detém mais de 300 milhões de euros em investimentos em combustíveis fósseis em 150 empresas. O movimento Divest, Desinvestir  já retirou  trilhões de dólares de fundos de investimento, incluindo grandes fundos como o da Noruega, fundos de pensão e seguradoras, cidades como Nova York e  universidades como Harvard, após uma campanha que durou 5 anos.


Gerry Liston, que redigiu o projeto, disse: “Os governos não cumprirão suas obrigações sob o acordo de Paris das mudanças climáticas se continuarem a sustentar financeiramente a indústria de combustíveis fósseis. Países de todo o mundo devem agora seguir com urgência a liderança e o desinvestimento da Irlanda a partir de combustíveis fósseis. ”


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Fonte: The Guardian
Imagem: The Guardian 

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