domingo, 22 de janeiro de 2012

Bastardos Gananciosos e Mentirosos

Greedy Lying Bastards.
Um filme que mostra o jogo do poder na indústria do petróleo. Com consequências desastrosas: mudanças climáticas e pessoas morrendo.

Rosenbraugh filmou durante 2 anos em 9 países a indústria que coloca o lucro antes das pessoas, que paga para impedir medidas para combater a mudança climática, que usa o poder para minimizar as suas infrações.
IRRESPONSABILIDADE!

Se vc quer mudar isso, lembre-se de Ghandi:
"Nós devemos ser a mudança que queremos ver".



domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 COLORIDO!

Crianças do mundo inteiro desejam preservar as cores da biodiversidade.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As frases de Durban

A reunião da COP17, décima sete Conferência das Partes das Nações Unidas em Durban terminou com um acordo para trabalhar para um tratado global. 193 países chegando a um acordo é um resultado positivo, mas adiar para 2015 o que tinha que ser resolvido é desanimador e pode ter sérias consequências.

Chris Huhne, sercretário de estado para energia e mudanças climáticas do Reino Unido:

"Pela primeira vez, temos um processo dentro da UNFCC,(Convenção Quadro das Mudanças Climáticas) onde hrevisões periódicas da evidência científica e estamos vendo onde estão os compromissos dos países".

“Até agora nós não tínhamos nem mesmo um compromisso a ser dirigido pela evidência científica. Se você falar com os Russos, eles lhe dirão que não há aquecimento global.”

Bill Hare, Diretor da Análise Climática, Climate Analytics um grupo consultivo sem fins lucrativos de ciência climática:

"Ainda não há novas promessas sobre a mesa e o processo mais ambicioso acordado em Durban de aumentar as reduções de emissões é incerto no seu resultado".

Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional:

"A notícia triste é que os bloqueadores do acordo liderados pelos EUA conseguiram inserir uma cláusula de saída que pode facilmente impedir que o próximo acordo climático seja juridicamente vinculativo".

Jayanthi Natarajan, Ministro do Meio Ambiente da India


Devo entregar por escrito o sustento e a sustentabilidade de 1.2 bilhões de indianos, sem ao menos saber o que contém o “road map” da União Européia? Por favor, não nos mantenha reféns.”

Alden Meyer, director of strategy and policy at the Union of Concerned Scientists.

“O nível coletivo mundial da ambição de redução das emissões deve aumentar substancialmente e logo.

"Discursos poderosos e decisões cuidadosamente formuladas não podem alterar as leis da física . A atmosfera responde a uma coisa, e apenas uma coisa -.emissões."


As decisões adotadas aqui estão muito aquém do que é necessário."


Christiana Figueres, secretária da ONU:

A Continuação de Kyoto é altamente significativa”.


Pablo Solón, ex-principal negociador para o Estado Plurinacional da Bolívia:


"A decisão real foi meramente adiada para a próxima COP." Kyoto permanece no CTI. Não há adoção formal para um segundo período de compromisso baseado na atual redação dos documentos”.


Oscar Reyes dos Amigos da Terra, Reino Unido, Friends of the Earth UK :


“Mantenham as metas, abandonem os mercados. Estamos preocupados de que quando o GCF (Green Climate Fund) tiver dinheiro, ele emprestará para o setor privado para operar em mercados de carbono”


Aliança Climática dos Ecossistemas, uma coalizão de ONGs de florestas.

Durban é um desastre”


Felix Finkbeiner , quatorze anos de Munique, Alemanha, que lançou a organização Plant for the Planet e já plantou quatro milhões de árvores nos últimos quatro anos.


"Olhando para conferências anteriores (COPs climáticas) seria mais eficaz se os membros da conferência viessem aqui fora e plantassem árvores para as duas semanas. Eles provavelmente fariam um impacto maior"


Plant for the Planet: Parem de Falar. Comecem a plantar!


BBC

Damian Carrington’s, Guardian

Stephen Leahy, IPS

JOHN M. BRODER, New York Times

BBC

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O problema tem solução

É o que diz o recente relatório do PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Uma ação rápida poderia reduzir em curto prazo as mudanças climáticas com a elevação da temperatura em 0,5º C e as mortes por poluição do ar em mais de 2 milhões por ano, além de impulsionar a segurança alimentar.

Como? Por meio de um pacote de 16 medidas anunciadas pelo relatório. Se implementadas integralmente, as medidas economizariam 2.5 milhões de vidas, evitariam perdas de colheitas da ordem de 32 milhões de toneladas, além da mitigação das mudanças climáticas, mantendo a temperatura abaixo da meta do aumento de 2º C até 2040.

O relatório foi encomendado por países desenvolvidos e em desenvolvimento e se apóia em dez anos de pesquisas científicas, realizadas pelo projeto Nuvem Atmosférica Marron, Atmospheric Brown Cloud e nas avaliações do PNUMA e da Organização Meteorológica Mundial. O relatório enfatiza que os governos devem agir decididamente em relação ao principal gás de efeito estufa, o dióxido de carbono.

O carvão negro, junto com outros componentes da matéria particulada, resultantes da queima ineficiente de uma série de fontes, incluindo os fogões de cozinha e os motores a diesel é a maior causa de mortes prematuras, conseqüência da poluição dentro e fora de casa.

O carvão negro também contribui para o aquecimento da atmosfera e quando depositado nas calotas polares e geleiras, acelera o processo de degelo porque menos quantidade de luz solar é refletida de volta para o espaço.

O relatório financiado pelo governo sueco estima que a redução de metade das emissões do carbono negro e do gás metano pode ser alcançada por meio de medidas que resultam em economia de custos ao longo do período de investimento.

Algumas das medidas e benefícios:

  • Recuperação do gás natural durante a produção de petróleo – o metano usado como fonte limpa de combustível.
  • Substituição de fogões ineficientes e de fornos para fabricação de tijolos por outros mais eficientes.
  • Melhoria do tratamento das águas residuais que ajuda a cortar as emissões de metano, enquanto melhora o saneamento e qualidade da água.
  • Recuperação do metano das minas de carvão que tem valor econômico como fonte de energia de queima limpa.

Uma ação imediata poderia diminuir a taxa de aquecimento no Ártico e reduzir a projeção do aquecimento em 2040 em 0.7º C, com importantes implicações para a vida e o sustento das populações do Ártico, para a biodiversidade e para o aumento do nível do mar.

Achim Steiner, secretário das Nações Unidas e Diretor do PNUMA disse: “ este relatório provê a análise e oferece os caminhos e as políticas que podem permtir as nações, agindo nacionalmente, regionalmente e globalmente,alcançar alguns ganhos notáveis em termos de transição para uma Economia Verde, de baixa emissão e com o uso eficiente de recursos no curto prazo."

sábado, 19 de novembro de 2011

Por que insistir no que não está dando certo?

A Transocean, maior companhia de exploração no mar estava envolvida no vazamento de petróleo do Golfo e agora na Bacia de Campos no Rio de Janeiro! Segundo a empresa, os negócios com a exploração off shore no segmento de águas ultra profundas estão crescendo em função das descobertas recentes em Gana, Vietnã, Golfo do México e nós aqui, no Brasil!


Todos sabem que a exploração de petróleo em águas profundas é um risco e o vazamento no projeto do Frade realizado pela Chevron só vem confirmar isso. A mídia internacional está consciente do problema e está divulgando o fato largamente.

No Brasil, tem gente postando que é incompetência da Chevron, que o Cabral que resolver o problema com o dinheiro dos royalties, que a companhia é estrangeira, mas é vergonha do Brasil e por aí vai.


É falta de BOM SENSO: pra quê insistir num negócio que não está dando certo? E que ainda por cima ameaça a nossa sobrevivência no planeta? Cai na real, Brasil!



USA TODAY

BBC

Washington Post

New York Times







quinta-feira, 17 de novembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A moda é não ter moda!'

Muda o mundo, mudam os valores e as tendências. Agora é a vez da natureza e do desenvolvimento sustentável (desde a preservação dos recursos naturais até a inclusão social). O meio ambiente tá na moda. E a moda, o estilo, como ficam?

Dá para perceber que também tem muita coisa mudando no mundofashion.

Aquela preocupação com a combinação das cores já era. Vermelho só com azul marinho ou branco, ou preto no estilo torcida do flamengo e quem sabe marron... Isso era antigamente. Vermelho agora vai de roxo, de verde, de amarelo. Até de rosa?! Combinar padrões também é coisa do passado. Vale estampado com xadrez, estampado com listras e tudo com tudo. Dá certo?

Parece que sim, pois a ânsia de inovação é na verdade a busca por uma estética mais livre e mais ampla. Uma A moda apenas reflete a necessidade de romper com padrões estabelecidos e encontrar um caminho num mundo que inclui mais possibilidades e opções. Tudo pode estar na moda!

A mistura de tecidos também seria coisa inaceitável há algumas décadas. Lembro de um dono de boutique que teve um ataque porque a vendedora estava usando calça de linho com camiseta de algodão! Linho era com só com linho, ou talvez seda. E para completar, agora as roupas devem parecer lavadas, usadas, recicladas. Faz sentido?

Talvez, porque a mensagem por trás da moda é que está valendo tudo e se vale tudo para que se preocupar em andar na moda? Moda é valorizar o que temos, consertar o que vale pena, transformar o que já cansou e reaproveitar tudo, como se fazia até a revolução industrial. Até então, a maioria das roupas era consertada, remendada ou refeita para dar em outros membros da família, ou ainda reciclada dentro de casa e usada como panos ou mantas.

Pena que o espírito de conservação foi substituído pelo consumismo trazido pela industrialização e que agora é parte integral da economia. Crescimento econômico = novos produtos – (menos) produtos antigos que são jogados fora. Está funcionando? Não. A natureza não tem tempo de ser recuperar na mesma proporção do que consumimos.

O mundo do fast fashion ou moda de consumo rápido se vale da produção em larga escala com mão de obra barata e dos preços baixos. Para quê?

Para a sociedade de consumo comprar mais roupa que não precisa e depois jogar fora. No meio do processo alguns acham que estão lucrando, mas na verdade estamos todos perdendo. Luiz Cláudio, da revista Perspectivas Ambientais da Saúde, Environmental Health Perspectives, considera o estilo de consumo de roupas dos americanos e dos europeus como waste costureou algo como moda de desperdício.

Desperdício no mundo de hoje pode ser um tiro no pé. Para sobreviver temos que viver os 3Rs: reduzir o consumo, reciclar e reaproveitar. Chato, mas eficaz.

O mundo da matéria prima básica da moda polui:

  • O algodão é considerado o cultivo mais sujo do mundo pelo uso intenso de pesticidas: 16% de pesticidas de todo o mundo e apenas apenas 2.5% da área global cultivada.(Organic Trade Association)

  • O processo de fabricação de poliéster emite solventes, matéria particulada, gases ácidos etc. O cosumo do poliéster quase dobrou nos últimos 15 anos. . (Technical Textile Markets)

E se você acha que doar é a solução, talvez o Exército da Salvação não dê conta das doações. Nos EUA, só 1/5 das roupas doadas às organizações de caridades é diretamente usado ou vendido nos seus brechós. E os outros 4/5? Vão para empresas de reciclagem e são vendidos por centavos de quilo. Para quem? Se for roupa de griffe, o Japão compra. Se for do tipo comum, as roupas vão para mais de 100 países, inclusive a Tanzânia. Japão e Tanzânia estão bem longe dos Estados Unidos e para chegar até lá muito combustível vai ser queimado.

Será que os africanos deveriam ficar felizes com as camisetas com logos americanas compradas no mercado local? Moda veste, mas não educa (até este momento). Todo o dinheiro investido na fabricação dos pesticidas para fazer a camiseta de algodão, no plantio da matéria prima e depois no transporte para as indústrias de confecção e na água consumida para produzir o tecido, mais a tinta para produzir a estampa, mais o transporte para levar até as lojas, mais o combustível que o consumidor gastou para ir até lá comprar - todo este dinheiro poderia ser investido na estética do desperdício poderia melhor aproveitado. Programas educativos e produção com tecnologia limpa, para começar.

O problema não é o capitalismo, mas como lidamos como o sistema, onde investimos o nosso dinheiro e as escolhas que fazemos.

Então, fazer o quê? Algumas sugestões:

Para consumistas: mudem as prioridades. Em vez de comprar roupa da moda por que não investir no seu conteúdo pessoal e fazer um curso de cozinha, artes ou até mergulho?

Para os lojistas: não venda só roupa porque não precisamos de tanta. Por que não vender também o que temos que consumir obrigatoriamente como produtos de higiene, utilidades ecológicas ou comestíveis? O café dentro da loja já é uma tendência que deve continuar.

Para as patricinhas (e mauricinhos): comprar roupa de qualidade é uma boa opção porque duram muito e podem usadas indefinidamente. Sigam o exemplo do André Trigueiro e não se preocupem em não repetir a roupa. Se enjoarem do que têm, um troca-troca de griffes pode ser bem divertido.

Para os produtores: investir no desenvolvimento sustentável e salários justos é uma forma de garantir o lucro no futuro.

Para os criadores: o mundo depende das idéias que atendam às nossas necessidades sem acabar com os recursos naturais. Este é o maior desafio!


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Chocante: o relatório do PNUMA sobre o vazamento de petróleo na Nigéria

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (4/08), com a avaliação dos impactos ao meio ambiente e ameaças à saúde humana por contaminação na região Ogoni no delta do rio Niger traz fatos chocantes.

O relatório mostra que a poluição resultante de mais de 50 anos de operações de exploração de petróleo aconteceu de forma extensa e profunda na região:

23.000 pessoas participaram nas reuniões das comunidades locais.

5.000 registros médicos foram analisados

4.000 amostras de água e solo foram examinadas

200 locais foram examinados

69 áreas avaliadas - de 1.300 km a 79 hectares

14 meses para realizar o trabalho

Principais constatações:

  • A contaminação atingiu o subsolo e medidas para proteger a saúde humana e reduzir os riscos devem acontecer sem demora.
  • Dez comunidades onde água está contaminada correm riscos sérios de saúde.
  • Na comunidade de Nisisioken Ogale, famílias estão bebendo água dos poços contaminada por benzeno (cancerígeno) e a situação requer intervenção urgente.
  • O PNUMA encontrou uma camada de 8cm de óleo refinado flutuando na água que serve os poços. O fato está ligado ao vazamento que ocorreu há mais de 6 anos.
  • A recuperação sustentável da região Ogoni pode levar entre 25 e 30 anos e requer a ação colaborativa entre o governo, a comunidade Ogoni e a indústria de petróleo.

Segundo o jornal britânico The Guardian, “houve até agora um acordo tácito de silêncio e falta de ação entre os governos ligados às companhias de petróleo”, mas o relatório encomendado ao PNUMA pela República Federal da Nigéria tem o potencial de mudar a situação ao fazer estas chocantes revelações.

O governo nigeriano ganhou legitimidade para exigir reparação das companhias e acionistas da Shell, ExxonMobil e Chevron tem evidência palpável das práticas desumanas das suas empresas para sair da inércia.

Projeto PlanetAtivo - Ação e Educação pelo Meio Ambiente acredita num futuro de energia limpa e renovável. Os combustíveis fósseis devem permanecer enterrados subsolo.

Fonte: Unep, The Guardian.










quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cuidado: O veneno está na mesa!

Há algum tempo sinto resistência em comprar alimentos que não sejam orgânicos. Chego no supermercado, olho, olho e não tenho vontade de comprar nada exposto. Vou direto para a prateleira dos orgânicos.
É mais caro? Claro que sim, mas quanto vale a nossa saúde? E o sabor incomparável me remete à infância quando chuchu tinha gosto de chuchu, o espinafre não era amargo e dava para sentir o docinho da batata doce.
Os alimentos convencionais estão cheio de agrotóxicos como mostra o documentário do Silvio Tendler. E cuidado com pimentão e a batata!

O documentário em 4 partes mostra o problema na sua totalidade. Aí vai a 1a parte:


terça-feira, 12 de julho de 2011

Chega! Em Respeito à Vida e ao Meio Ambiente

Santa Cruz precisa respirar. O Prefeito Eduardo Paes disse que não daria a licença para a Companhia Siderúrgica do Atlântico se instalar. Confira o vídeo:

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