segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um Chiclete Que Não Polui

Chicle é o nome da seiva ou látex extraído da árvore Sapota zapottilla, originária da América Central e América do Sul e conhecida no Brasil como sapoti. Originariamente, a goma de mascar era produzida com esta seiva natural, mas a sua substituição por polímeros à base de petróleo tornou-a nociva ao meio-ambiente. Um chiclete demora cerca de 5 anos ou mais para ser absorvido pela natureza!

A solução para o problema surgiu com o Chicza, o chiclete orgânico da floresta tropical. Natural, gostoso e biodegradável, o chiclete Chicza está ajudando o meio-ambiente. Ao contrário dos outros chicletes, este só usa ingredientes naturais no seu processo. Com gosto de frutas, ervas e temperos e consistência original da goma de mascar, o chiclete é biodegradável.

A colheita do chicle é feita nas florestas tropicais da península do Yucatán que formam uma das maiores florestas tropicais do mundo, cobrindo 1.3 milhões de hectares, a Gran Péten. A floresta ficou de pé graças à presença das comunidades que dela extraíam o seu sustento, os chicleros ou aqueles que viviam do chicle.

Para preservar o seu meio-ambiente e garantir que a sua atividade continuasse sustentável, a cooperativa dos chicleros decidiu ter o controle da sua própria produção. Em vez de vender a matéria-prima, eles teriam o seu produto, um chiclete “verde”, o primeiro do gênero!

O chicle não gruda e se desintegra em seis semanas. O chicle é exportado para várias partes do mundo e o chiclete Chicza já está à venda na Grã-Bretanha, desde abril de 2009.

Fonte: Chicza Organic Rainforest Gum.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Um Seguro para o Planeta


As seguradoras sempre estiveram na vanguarda de entender e administrar o risco, sinalizando para sociedade possíveis danos e perdas que poderiam atingi-la. Agora o risco é global e se origina de questões ambientais, sociais e de governança.
A degradação do Lago Chad na África é uma prova do que as mudanças climáticas podem fazer com a vida de 30 milhões de pessoas. O lago que banha quatro países africanos – Chade, Camarões, Niger e Nigéria encolheu em 90% a sua extensão nos últimos 40 anos. Toda a população que vive na região está sofrendo enormemente com a seca e a deterioração das suas capacidades de produção agrícola. Todas as atividades sócio-econômicos são afetadas pelo problema. Como evitar o prejuízo? Há uma maneira de se fazer um seguro contra as mudanças climáticas?

O primeiro relatório que aborda esta questão foi lançado nesta quinta-feira (22/10) , intitulado “O Estado Global do Seguro Sustentável Entendendo e integrando fatores ambientais, sociais e de governança em seguro”. O estudo traz o resultado da pesquisa conduzida pelo grupo de trabalho de seguros do PNUMA Iniciativa Financeira, UNEP Finance Initiative.
As seguradoras sinalizam riscos que vão desde mudanças climáticas, perda de biodiversidade, degradação dos ecossistemas e escassez da água até pobreza, problemas de saúde causados pelo ser humano, envelhecimento das populações, trabalho infantil e corrupção.

O relatório se preocupa em entender melhor os impactos ambientais, sociais e de governança no negócio das seguradoras e do desenvolvimento sustentável. Um dos pontos principais é que para enfrentar os impactos ambientais, sociais e de governança é preciso uma ação coletiva da indústria de seguros nos três níveis: nacional, regional e global.
Segundo Achim Steiner, diretor do PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, o relatório atesta que “o papel das seguradoras no desenvolvimento sustentável não é uma questão de escolha, mas a única opção possível”.

A sobrevivência da nossa espécie está em risco!

Fonte: UNEP, FAO.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

As Flores Que Me Perdoem...

mas não dá para competir com as cores incomparáveis do fundo do mar.
Segundo o Relatório Resposta Rápida (Rapid Response Report) da ONU liberado nesta quarta (14/10), gramíneas, pântanos e mangues marinhos são responsáveis por captar e armazenar metade das emissões do setor global de transporte. Restaurar a cobertura e saúde destes ecossistemas, junto com a redução do desflorestamento pode contribuir em até 25% para o total das reduções necessárias para evitar o perigo das mudanças climáticas.

Segundo o relatório, “longe de manter e incrementar estes tanques naturais de carbono a humanidade está destruindo e degradando-os a um passo acelerado”, sete vezes maior do que há 50 anos atrás.

Colocando um preço na natureza, os ecossistemas marinhos representam um patrimônio de mais de trilhões de dólares para setores como o turismo, defesa costeira, pesca e serviços de purificação da água, que emergem como naturais aliados contra as mudanças climáticas.

Fonte: Unep.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um Espaço Seguro Para a Humanidade Operar


Este é o título do estudo publicado pela Nature, 24/09/09. Segundo Johan Rockström que participou do estudo, identificar e quantificar as fronteiras planetárias que não devem ser transgredidas pode ajudar a prevenir o impacto ambiental inaceitável provocado pela ação antrópica.

Nove processos necessitam de definição das fronteiras planetárias:
1. Mudanças climáticas
2. Taxa de perda de biodiversidade terrestre e marinha
3. Interferência nos ciclos de nitrogênio e fósforo
4. Diminuição da camada de ozônio na estratosfera
5. Acidificação do oceano
6. Consumo global de água
7. Alteração no uso da terra
8. Poluição Química
9. Descarga de aerossóis na atmosfera

De acordo com a imagem gráfica, o verde representa o espaço seguro de operação para os 9 sistemas planetários. As fatias vermelhas representam a estimativa para cada variável no momento. As fronteiras dos limites nos 3 sistemas (taxa de biodiversidade, mudança climática e interferência humana no ciclo de nitrogênio) já fora excedidas.

A Terra sempre passou por períodos de significante mudança ambiental, mas o planeta apresenta estabilidade inusitada nos últimos 10.000 anos. Esta estabilidade pode estar agora ameaçada desde que começou a Revolução Industrial, quando as atividades humanas se tornaram o maior propulsor das mudanças climáticas.

O estudo Safe operating space for humanity propõe “fronteiras planetárias”. Estas fronteiras ou limites planetários definem um “espaço seguro de operação” respeitando os processos e subsistemas do planeta. Um ponto relevante do estudo é de que os complexos sistemas da Terra às vezes respondem de forma abrupta e são particularmente sensíveis aos níveis de determinadas variáveis, como por exemplo, o sistema de monções. Neste caso, o sistema pode mudar para um outro estado, com conseqüências negativas e desastrosas para a humanidade, se o limite do nível for ultrapassado.

Fonte: Nature. Para ver a imagem maior, clique na imagem no link da revista.
http://www.nature.com/nature/journal/v461/n7263/full/461472a.html

domingo, 20 de setembro de 2009

Gisele, Embaixadora Ambiental da ONU


A nossa super modelo Gilese Bundchen foi escolhida hoje (20/9) como Embaixadora de Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, PNUMA. O objetivo do PNUMA é que o famoso rosto de Gisele ajude conscientizar e inspirar a ação para proteger o meio-ambiente.

Ambientalista atuante, Gisele declarou: “O meio-ambiente sempre foi minha paixão. Cresci numa cidade pequena e tive a oportunidade de viver cercada pela natureza. Não posso imaginar uma infância melhor. Precisamos agir agora para que as gerações futuras tenham a mesma oportunidade. A Mãe Terra é o nosso sistema fundamental de vida e se nos tornarmos conscientes e responsáveis agora, podemos ajudar a preservar o planeta”.

Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA expressou o seu contentamento com o compromisso de Gisele com o PNUMA que pretende com a sua colaboração tornar a proteção ao meio-ambiente, uma escolha de estilo de vida.

A paixão de Gisele pelo meio-ambiente aparece em várias iniciativas pessoais:

1.Água Limpa – projeto da Família Bundchen para reflorestamento da vegetação ribeira na região onde Gisele nasceu.
2.Gigi e o Time Verde – um desenho animado na internet que apresenta Gisele como uma heroína do meio-ambiente.
3.Gisele é membro da Aliança Floresta Tropical, Rainforest Alliance.
4.Y Ikatu Xingu e outros projetos como Nascentes do Brasil, De Olho nos Mananciais e Florestas do Futuro contam com o apoio financeiro de Gisele.

Fonte: UNEP, United Nations Environment Programme, 20/9/09

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sério, é o maior do mundo


A companhia americana First Solar assinou um acordo com o governo chinês para desenvolver o que será a maior instalação fotovoltaica do mundo. Ela terá uma potência de 2.000 megawatts quando estiver funcionando em Ordos no deserto da Mongólia e produzirá energia para 3 milhões de residência na China. O projeto está previsto para começar em 2010 e o investimento é da ordem de 5 a 6 bilhões de dólares, com início previsto para o próximo ano e a última fase até dezembro de 2019.

O acordo com a empresa americana prevê o fornecimento de painéis, engenharia e construção para a instalação. First Solar também ajudará a desenvolver o suprimento da cadeia de filme fotovoltaico. Segundo o diretor executivo da empresa americana, o compromisso da China com a energia solar é o resultado da adoção progressiva de políticas adotadas pelo país para criar um mercado sustentável e de longo prazo para um futuro de baixo carbono.

E o que dizer do nosso recém descoberto pré-sal ou das imensas reservas de óleo betuminoso na Venezuela e no Canadá, ainda inexploradas? Elas serão responsáveis por bilhões de toneladas de CO2 jogadas na atmosfera. Para garantir o corte das emissões que colocam o planeta em risco, melhor seria que o petróleo ficasse embaixo da Terra.

Fonte: New York Times.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Navios diminuem sua pegada ecológica


Os navios de cruzeiros que param em Vancouver a caminho do Alaska, podem agora se ligar na rede elétrica da cidade e desligar suas máquinas e emissões de diesel.

O Port Metro Vancouver, o maior porto do Canadá revelou na última segunda feira uma instalação de energia para navios de cruzeiro enquanto estiverem no porto, a primeira no Canadá e a terceira no mundo.

A energia utilizada na instalação é na sua maior parte hidroelétrica e 90% não poluente e melhorará significativamente a qualidade do ar, reduzindo as emissões dos navios durante a estação dos cruzeiros.

A exposição prolongada às maquinas que usam diesel podem causar câncer de mama e detonar outros doenças respiratórias, de acordo com a Agência de Proteção ao Meio-Ambiente dos EUA.

Fonte: World Environment News.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Volta do Salmão


Parece título de coluna de moda falando da cor da nova temporada, mas a notícia aqui é sobre o delicioso peixe. O fato é que o salmão está de volta a um dos endereços mais chiques do mundo, o rio Sena. Depois de uma ausência de quase um século, centenas de peixes já passaram pela Torre Eiffel e Notre Dame, apenas este ano.

O que é mais notável é que este retorno do salmão e de outras espécies afastadas pela poluição aconteceu de forma espontânea, sem nenhum esforço para reintroduzi-los. O salmão salar ou salmão atlântico é uma das espécies na lista de extinção.

Historicamente, o Sena era a casa de uma população de salmões que retornam do mar entre dezembro e junho para o seu lugar de origem para reproduzir. A construção de barragens e especialmente os dejetos químicos dos produtos industriais e da agricultura e esgoto levaram à sua extinção.

Agora, imaginem a surpresa de um pescador ao fisgar um salmão de seis quilos no mês passado.

Além do salmão, mais 32 espécies nadam nas águas do Sena, segundo a autoridade parisiense de purificação da água. A razão é simples:a água mais limpa.
Nos anos noventa, até 300 ou 500 toneladas de peixe morriam todo o ano por causa da poluição. O esforço dos últimos quinze anos junto com uma nova instalação de purificação da água removeram a maioria dos poluentes do rio.

Uma análisde de DNA das espécies mostrou que o peixe está vindo de diferentes rios da França e outros lugares.

Podemos comemorar a volta do salmão!

Fonte: Reuters.Foto: AFP.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Energia com tempero de cebola


A empresa americana Gills Onions está inaugurando um sistema de energia elétrica que transforma os resíduos da cebola em energia. A empresa planta e processa cebolas vendidas em fatias, cubos e como purê no atacado e varejo. O objetivo da empresa é eliminar os resíduos da cebola e o projeto foi pensado no longo prazo nos últimos 10 anos.

A empresa gera cerca de 150 quilos de restos de cebola e perde cerca de 35% das cebolas nas cascas e partes não aproveitadas. Antes os resíduos eram enviados para decomposição nos campos, mas o sistema não funcionou e se tornou mais problema do que solução.

A iniciativa de transformar os restos da cebola em energia começa com uma redução de 25% dos resíduos, ao se extrair o líquido dos restos. Este suco vai para um biodigestor onde os micróbios transformam o suco em gás metano. O gás é levado para células a combustível e convertido em eletricidade. Os 25% do lixo sólido são comercializados como alimento para o gado.

A iniciativa que leva o nome de Sistema de Recuperação de Energia, Advanced Energy Recovery System (AERS) reduz o equivalente a 30.000 toneladas por ano de emissões de CO2. A expectativa da empresa é economizar $700.000 dólares em eletricidade por ano e $400.00 dólares na disposição dos resíduos.

Outras iniciativas fazem da empresa uma referência de sustentabilidade como a reaproveitamento de terras plantadas e o sistema de irrigação por gotejamento que economiza o consumo de água anual de 2.900 casas na Califórnia.
A empresa foi reconhecida como Líder em Conservação em Energia: este é o primeiro projeto do gênero.

Fonte: Reuters (22/7), Gill Onions.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Exxon: sensação de um futuro “verde”


Uma das maiores empresas de Petróleo do mundo, a Exxon (Essso) que durante anos negou a responsabilidade do ser humano nas mudanças climáticas, resolveu experimentar a sensação de um futuro "verde".

Pressionada por seus acionistas, incluindo herdeiros de Rockfeller, a empresa investiu US$ 600 milhões de dólares na produção de biocombustível produzido com algas para carros e aviões. O projeto tem como parceira a Sythetic Genomics e a idéia é produzir um combustível compatível com os motores diesel e a gasolina.

Apesar de investir apenas uma fração do seu capital anual entre $20 e $ 30 bilhões, o projeto representa o maior projeto de desenvolvimento de combustível no mundo deste tipo. A vantagem de usar as algas como combustível é que não há a necessidade de ocupar espaço de terra que pode ser usado para plantar alimento.
Outras empresas de petróleo como a British Petroleum já tem uma parceria com a Synthetic Genomics e a Shell também já anunciou de investir num projeto de alga no Havaí. Segundo o vice presidente da a Exxon, Emmil Jacobs o biocombustível da alga tem entre outras, a vantagem de usar o dióxido de carbono durante o seu crescimento, mitigando “o efeito estufa”. Além disso a alga tem um potencial de produzir largas quantidades de óleo que pode ser processado nas refinarias já existentes para faricar combustíveis compatíveis com a tecnologia existente de transporte e infra-estrutura.

Fonte: Treehugger (14/7), Independent (15/7)

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