domingo, 22 de julho de 2018

IRLANDA Primeiro País a Desinvestir dos Fósséis

A República da Irlanda se tornará o primeiro país do mundo a retirar seus investimentos em combustíveis fósseis. A conquista da Irlanda é uma conquista de todos nós que nos empenhamos para que o mundo mude a matriz energética dos combustíveis fósseis para a energia limpa.

O fundo de investimento nacional do governo da Irlanda será obrigado a vender todos os investimentos em carvão, petróleo gás e turfa depois que o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados na quinta-feira 12/7 e espera-se que ele passe rapidamente pela câmara alta e pode se tornar lei antes do final do ano.

O fundo de investimento estatal irlandês detém mais de 300 milhões de euros em investimentos em combustíveis fósseis em 150 empresas. O movimento Divest, Desinvestir  já retirou  trilhões de dólares de fundos de investimento, incluindo grandes fundos como o da Noruega, fundos de pensão e seguradoras, cidades como Nova York e  universidades como Harvard, após uma campanha que durou 5 anos.


Gerry Liston, que redigiu o projeto, disse: “Os governos não cumprirão suas obrigações sob o acordo de Paris das mudanças climáticas se continuarem a sustentar financeiramente a indústria de combustíveis fósseis. Países de todo o mundo devem agora seguir com urgência a liderança e o desinvestimento da Irlanda a partir de combustíveis fósseis. ”


-->
Fonte: The Guardian
Imagem: The Guardian 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

REUNIÃO INÉDITA DO PAPA COM AS GIGANTES DO PETRÓLEO



No dia 9/6 , em reunião inédita no Vaticano com as grandes companhias de petróleo, “Energy Transition and Care for Our Common Home”, “Transição de Energia e Cuidado para com a Nossa Casa Comum” ,  o Papa Francisco  foi claro na sua mensagem:

“Nosso desejo de assegurar energia para todos não deve levar ao efeito indesejado de uma espiral de mudanças climáticas extremas devido a um aumento catastrófico nas temperaturas globais, ambientes inóspitos e aumento dos níveis de pobreza”.  (The Guardian)

Grandes companhias como a Shell, ExxonMobil, BP , Eni,  Equinor e Pemex estiveram presentes a portas fechadas na Academia Pontifícia de Ciências para ouvir o Papa. São companhias de países com representatividade católica que ouviram do Papa:

"A civilização requer energia, mas o uso de energia não deve destruir a civilização", disse o papa durante as observações no final da conferência, segundo o The Guardian.

As companhias de petróleo tem mudado sua atitude de hostilidade total à ciência climática e começam a agir para solucionar o problema. A ExxonMobil, por exemplo que investiu na negação das mudanças climaticas entre 1998 e 2005, endossou o Acordo de Paris.A gigante norueguesa Equinor, antes conhecida como Statoil, publicou um relatório dizendo que o mundo precisa acelerar a transição para energia renovável, se quisermos cumprir com as metas do  Acordo de Paris. No mesmo dia, a empresa fez uma oferta por participações em campos de perfuração em águas profundas na costa do Brasil. São estas ações contraditórias que tornam o desafio da transição para energia limpa ainda maior.

A boa notícia é que as empresas automotivas, conscientes de que a transição para energia limpa pode gerar bom negócios estão tomando a iniciativa para a produção de carros elétricos como o Chevy Bolt EV.  Produzido pela tradicional do setor Chevrolet-GM, o carro é o primeiro elétrico de preço mais acessível e com maior capacidade de carga, pronto para competir com o Tesla Model-3.

Afinal, quem que futuro tem um fóssil para o planeta? 


Fontes: The Guardian, New York Times, Quartz. 

sábado, 24 de março de 2018

CHINA, A AGRIDOCE DA ENERGIA

Foto Reuters
Nenhum país gera uma avaliação tão agridoce em relação à energia renovável quanto a China. Do lado amargo, a China é o maior consumidor de carvão e o segundo maior de petróleo, depois da América, segundo a revista Economist. A China também produz mais dióxido de carbono do que qualquer outro país do mundo.

Do lado doce, a China é o líder mundial da Energia Limpa. Ao contrário dos Estados Unidos, a China adotou uma política de subsídios, objetivos e incentivos para a indústria para incentivar a energia limpa. Em 2017, a China investiu US$ 132 bilhões nas energias renováveis.

Segundo a International Energy Agency (IEA) Agência Internacional de Energia,  a China se destaca por:

·      1/3 da energia eólica do mundo.
·      1/4 da capacidade mundial solar.
·      6 dos dez maiores fabricantes de painéis solares.
·      4 dos dez maiores fabricantes de turbinas eólicas.
·      Vender mais veículos elétricos do que o resto do mundo combinado.

Segundo uma especialista chinesa declarou no documentário Catching the Sun, este esforço do país se deu em função do medo de faltar energia para uma população de 1.3 bilhão de pessoas.

Apesar dos avanços, a conquista pela energia renovável é ainda pequena e representa apenas 12% da combinação do mix total de energias. Os acordos do país com produtores de gás e petróleo do Oriente Médio e da Rússia para garantir energia para os próximos anos tem gosto amargo para os ecologistas e os cientistas que advertem sobre a ameaça das mudanças climáticas.

A China também se volta para a América para conseguir o gás natural liquefeito para  substituir o carvão que impacta as residências domésticas nos centros urbanos.

Amarga foi a decisão das autoridades chinesas de parar a maioria da exportação de metais raros em 2010, o que despertou medo do estrangulamento no suprimento dos minerais necessários à tecnologia da energia renovável.

Em compensação, a maior fabricante de painéis solares Jinko Solar aumentou 5 vezes sua produção de 2013 e já tem 10% da fatia do mercado global. Outro caso a favor da energia renovável é o caso da Envision que inventou turbinas eólicas que operam em baixa velocidade e podem ser instaladas próximas aos centros urbanos.

Fonte: Economist, adpatação PlanetAtivo. 

-->

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ISSO É SÉRIO: Avaliação Internacional alerta sobre a ameaça das mudanças climáticas em 2018

No relatório anual sobre ameaças globais, as agências de Inteligência dos Estados Unidos alertaram o congresso americano sobre os riscos da segurança global em consequência das mudanças climáticas. Segundo declaração,  as mudanças climáticas “provavelmente alimentarão o descontentamento econômico e social – e possivelmente revolta – durante 2018”

As agências de inteligência Avaliação de Ameaça Global, Worldwide Threat Assesssment apresentaram suas conclusões de forma breve e direta aos congressistas, tendo como testemunhas altos funcionários da administração Trump. As agências de inteligência se alinharam com importantes  agências científicas como a NOAA e a NASA.

"Os eventos climáticos extremos em um mundo mais quente têm o potencial de maiores impactos e podem se combinar com outros estímulos para aumentar o risco de desastres humanitários, conflitos, escassez de água e alimentos, migração populacional, escassez de mão-de-obra, choques de preços e cortes de energia".

O testemunho foi apresentado por escrito pelo diretor de inteligência nacional, Dan Coats, designado pelo presidente Donald Trump. (13/2)



--> Novos dados de satélite confirmam que o aumento do nível do mar está acelerando tão rápido que a previsão é de 10 cm (ou mais) a cada década até 2100. 
As comunidades costeiras sofrerão com diversos impactos e podem não suportar a situação. A análise foi publicada pela Academia Nacional de Ciência, em Proceedings of the National Academy of Sciences (12/2) e reforça o que o Painel das Mudanças Climáticas da ONU, a NASA e a Agência Europeia do Ambiente já haviam previsto.

Fonte: Inside Climate News
-->

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

NOVA YORK ATACA AS COMPANHIAS DE PETRÓLEO para combater as mudanças climáticas

O prefeito de Nova York Bill de Blasio anunciou a retirada de investimentos no valor de US$ 5 bilhões das companhias envolvidas com negócios de petróleo.

Além disso, o prefeito também anunciou uma ação contra as 5 maiores companhias de petróleo com o objetivo de obter bilhões de dólares pelos danos causados à cidade pela mudança climática.

Outros planos do prefeito para combater as mudanças climaticas incluem forçar proprietários de grande prédios a fazer um retrofit para economizar energia.

O prefeito diz que Nova York não quer esperar e o lema é NOVA YORK LIDERANDO A LUTA CONTRA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS. O problema é que o resultado das ações judiciais podem levar anos. A retirada de investimentos em companhias de petróleo também não é imediata e está programada no prazo de 5 anos.

Nova York já desinvestiu US 60 milhões de dólares das companhias de petróleo, mas agora quer retirar 5 bilhões! A guerra está declarada: entre o centro financeiro mais importante do mundo e a indústria mais rica do planeta. Não é mais questão de política, mas de finanças.

Fonte: New York Times, 10/1/018

Arquivo do blog