ALERTA OMS
No dia 7 Mundial da Saúde (7/4) , A Organização Mundial da Saúde anunciou que as mudanças climáticas colocam em perigo a vida humana. “O aquecimento global pode ser gradual, mas os efeitos das tempestades, inundações, secas e ondas de calor serão abruptos e duramente sentidos”.
Alguns exemplos já antecipam o futuro:
· Onda de calor em 2003 na Europa, com 70.000 pessoas mortas neste verão
· Febre virótica (Rift Valley Fever) no Quênia, África
· Furacão Katrina 2005: mais de 1800 pessoas morreram e milhares foram deslocadas
· Malária nos planaltos africanos: temperaturas mais quentes favoreceram o aumento dos mosquitos e transmissão da malária
· Epidemias de cólera em Bangladesh: ligadas às inundações e água contaminada.
Infelizmente as conseqüências das mudanças climáticas não são distribuídas equitativamente e os países em desenvolvimento podem ser os mais atingidos com os problemas, sendo difícil controlá-los.
Fonte: website UNEP
quarta-feira, 9 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Salvadoras do Clima (Climate Savers)
Boas notícias da WWF International 3/4
Até 2010, 15 grandes companhias internacionais terão diminuído suas emissões de carbono para 13 milhões de toneladas anuais – o equivalente a tirar mais de 3 milhões de carros da estrada a cada ano.
Chamadas de Climate Savers, essas companhias fizeram uma parceria com a WWF para reduzir os efeitos dos gases de efeito estufa voluntariamente. Elas incluem algumas das maiores e mais conhecidas no planeta, incluindo Hewlett-Packard, IBM, Johson&Johson, Nike, Nokia, and Sony.
Muitas das companhias estão no programa há vários anos e já excederam as metas audaciosas de emissão de redução que elas próprias se impuseram ao aderir ao programa. Em fevereiro, na reunião das Salvadoras do Clima, muitas das companhias assinaram uma declaração na qual se comprometem a continuar os cortes de emissões e promover estilos de vida com baixo consumo de carbono, com um corte de 50% nas emissões globais até 2050.
Até 2010, 15 grandes companhias internacionais terão diminuído suas emissões de carbono para 13 milhões de toneladas anuais – o equivalente a tirar mais de 3 milhões de carros da estrada a cada ano.
Chamadas de Climate Savers, essas companhias fizeram uma parceria com a WWF para reduzir os efeitos dos gases de efeito estufa voluntariamente. Elas incluem algumas das maiores e mais conhecidas no planeta, incluindo Hewlett-Packard, IBM, Johson&Johson, Nike, Nokia, and Sony.
Muitas das companhias estão no programa há vários anos e já excederam as metas audaciosas de emissão de redução que elas próprias se impuseram ao aderir ao programa. Em fevereiro, na reunião das Salvadoras do Clima, muitas das companhias assinaram uma declaração na qual se comprometem a continuar os cortes de emissões e promover estilos de vida com baixo consumo de carbono, com um corte de 50% nas emissões globais até 2050.
domingo, 30 de março de 2008
Poluição menos que zero
Mathew Wald do NY Times argumenta em seu artigo de 26.03.08 que se o mundo vai reduzir drasticamente a quantidade de dióxido de carbono jogada na atmosfera até a metade do século, então muitos negócios terão que se tornar carbono-neutros, com zero emissões de gases de efeito estufa. Mas alguns podem ir ainda mais além e se tornar carbono negativos. Pesquisadores nos laboratórios acadêmicos e industriais estão trabalhando em tecnologias para chegar a estes objetivos. O sucesso pode criar o mais avançado “negócio verde”, produzindo por exemplo combustível com emissões menos que zero. Para especialistas é só uma questão de tempo.
Kammen, diretor do Laboratório de Energia Renovável e Apropriada da Universidade da Califórnia, disse que as tecnologias com poluição menos zero serão essenciais. O mundo enfrenta a certeza de massivas emissões no futuro de instalações que já estão funcionando e acrescentou que as concentrações atmosféricas têm que ser estabilizadas. Para evitar as piores conseqüências, o Painel das Mudanças Climáticas (ONU) recomendou um corte de 80% nas emissões.
Para Vollsaeter, especialista em meio-ambiente e ex-gerente na Shell Internacional, o grande problema mesmo é remover o dióxido de carbono já acumulado na atmosfera. Muito investimento será necessário, mas as linhas gerais já estão traçadas.
Partindo do conceito de uma instalação que captura e armazena dióxido de carbono, as emissões seriam zero porque o carvão é transformado em gás e processado para produzir hidrogênio e dióxido de carbono. O hidrogênio, não poluidor seria queimado e o CO2 enterrado no solo.
No caso do combustível produzido por biomassa temos emissões negativas: a matéria prima para o combustível retira carbono da atmosfera enquanto cresce e a gaseificação e a estocagem retiram o carbono de circulação.
O secretário Schafer do Departamento de Agricultura dos EUA considera a estocagem de carbono como um novo plantio: “é um dos muitos modos da comunidade agrícola se tornar um ator viável no campo da energia renovável”. O método já tem até um nome agrichar: material vegetal ou resíduos agrícolas são cozidos a altas temperaturas sem oxigênio, o que produz um óleo que modificado quimicamente que pode ser usado como combustível de veículos.
Segundo Brown, diretor do Instituto de Bioeconomia em Iowa, num mundo focado no carvão, a parte mais importante seriam as sobras, ricas em minerais como potássio e fósforo. Quando devolvidas ao solo, ajudariam a reter a água e os nutrientes, o que incentiva o crescimento das plantas.
Várias são as propostas de emissões menos que zero, porque segundo Eisenberger, professor de ciências da Terra e meio-ambiente, “se queremos resolver o problema do aquecimento, o que não podemos fazer é ficar empatados.”
Kammen, diretor do Laboratório de Energia Renovável e Apropriada da Universidade da Califórnia, disse que as tecnologias com poluição menos zero serão essenciais. O mundo enfrenta a certeza de massivas emissões no futuro de instalações que já estão funcionando e acrescentou que as concentrações atmosféricas têm que ser estabilizadas. Para evitar as piores conseqüências, o Painel das Mudanças Climáticas (ONU) recomendou um corte de 80% nas emissões.
Para Vollsaeter, especialista em meio-ambiente e ex-gerente na Shell Internacional, o grande problema mesmo é remover o dióxido de carbono já acumulado na atmosfera. Muito investimento será necessário, mas as linhas gerais já estão traçadas.
Partindo do conceito de uma instalação que captura e armazena dióxido de carbono, as emissões seriam zero porque o carvão é transformado em gás e processado para produzir hidrogênio e dióxido de carbono. O hidrogênio, não poluidor seria queimado e o CO2 enterrado no solo.
No caso do combustível produzido por biomassa temos emissões negativas: a matéria prima para o combustível retira carbono da atmosfera enquanto cresce e a gaseificação e a estocagem retiram o carbono de circulação.
O secretário Schafer do Departamento de Agricultura dos EUA considera a estocagem de carbono como um novo plantio: “é um dos muitos modos da comunidade agrícola se tornar um ator viável no campo da energia renovável”. O método já tem até um nome agrichar: material vegetal ou resíduos agrícolas são cozidos a altas temperaturas sem oxigênio, o que produz um óleo que modificado quimicamente que pode ser usado como combustível de veículos.
Segundo Brown, diretor do Instituto de Bioeconomia em Iowa, num mundo focado no carvão, a parte mais importante seriam as sobras, ricas em minerais como potássio e fósforo. Quando devolvidas ao solo, ajudariam a reter a água e os nutrientes, o que incentiva o crescimento das plantas.
Várias são as propostas de emissões menos que zero, porque segundo Eisenberger, professor de ciências da Terra e meio-ambiente, “se queremos resolver o problema do aquecimento, o que não podemos fazer é ficar empatados.”
domingo, 16 de março de 2008
“Poluição praticamente zero”
Esta meta idealista começa a se tornar realidade com o programa modelo desenvolvido na cidade de White Plains, EUA, que começou a usar os combustíveis alternativos, bem antes de estarem na moda.
O programa quer colocar carros movidos a hidrogênio, ou combustível celular nas mãos dos consumidores. Estes veículos não emitem gases e reduzem a necessidade de combustível fóssil, o vilão do meio-ambiente.
O combustível celular se assemelha a uma bateria, mas a diferença é que precisa de um combustível para produzir eletricidade. O combustível usado é justamente o hidrogênio que produz uma reação química entre o ar e o hidrogênio e gera eletricidade, água pura e algum calor.
O problema é o custo dos veículos que podem chegar até US$ 90.000, fora do alcance dos consumidores. Mas este fato não chega a ser um empecilho se lembrarmos que os primeiros PCs também estavam fora do alcance do consumidor e eram privilégio das grandes empresas e instituições públicas.
Em parceria com a General Motors e uma divisão da Shell, o programa já dispõe de um posto de abastecimento de combustível de hidrogênio na cidade para o uso público, da GM e de representantes oficiais.
Existe também a preocupação de um feed-back dos consumidores e dentro do Projeto Estradas, da GM, serão emprestados 100 carros movidos a combustível celular para consumidores em N.York, Los Angeles e Washington, dentro dos próximos 3 anos.
“O grnde benefício de se usar o hidrogênio como combustível é que a poluição é praticamente zero”, disse Mr. Nicoletti, que supervisiona 400 veículos em White Plains. “Vapor d’água é o que sai do cano de descarga”.
A produção em massa de veículos com combustível celular a preços acessíveis ainda vai demorar pelo menos cinco anos, segundo diretor da GM. O importante é que é o produto já está nas mãos do consumidor e o projeto vai continuar, segundo Mr. Nicoletti.
Elizabeth A.Ramos
Fonte: NY Times,16/03
O programa quer colocar carros movidos a hidrogênio, ou combustível celular nas mãos dos consumidores. Estes veículos não emitem gases e reduzem a necessidade de combustível fóssil, o vilão do meio-ambiente.
O combustível celular se assemelha a uma bateria, mas a diferença é que precisa de um combustível para produzir eletricidade. O combustível usado é justamente o hidrogênio que produz uma reação química entre o ar e o hidrogênio e gera eletricidade, água pura e algum calor.
O problema é o custo dos veículos que podem chegar até US$ 90.000, fora do alcance dos consumidores. Mas este fato não chega a ser um empecilho se lembrarmos que os primeiros PCs também estavam fora do alcance do consumidor e eram privilégio das grandes empresas e instituições públicas.
Em parceria com a General Motors e uma divisão da Shell, o programa já dispõe de um posto de abastecimento de combustível de hidrogênio na cidade para o uso público, da GM e de representantes oficiais.
Existe também a preocupação de um feed-back dos consumidores e dentro do Projeto Estradas, da GM, serão emprestados 100 carros movidos a combustível celular para consumidores em N.York, Los Angeles e Washington, dentro dos próximos 3 anos.
“O grnde benefício de se usar o hidrogênio como combustível é que a poluição é praticamente zero”, disse Mr. Nicoletti, que supervisiona 400 veículos em White Plains. “Vapor d’água é o que sai do cano de descarga”.
A produção em massa de veículos com combustível celular a preços acessíveis ainda vai demorar pelo menos cinco anos, segundo diretor da GM. O importante é que é o produto já está nas mãos do consumidor e o projeto vai continuar, segundo Mr. Nicoletti.
Elizabeth A.Ramos
Fonte: NY Times,16/03
terça-feira, 11 de março de 2008
Equilíbrio na Floresta ( The Economist)
James Leape, diretor geral da WWF Internacional escreveu uma carta para a famosa THE ECONOMIST (6/3/08), argumentando que promover a venda de uma floresta no Cameron, África, pela oferta mais alta (Economist 16/2/08)não é a melhor maneira de conservá-la.
Segundo Leape: “Mais de 45 anos de conservação, nos ensinaram que a não ser que achemos respostas que funcionem para as comunidades locais, os esforços de evitar o desmatamento falharão”.
Esta declaração se encaixa completamente com o que estamos vivendo hoje no Brasil em que a proibição do desmatamento não se apóia numa política alternativa eficaz para as comunidades locais.
Para o diretor da WWF, a preservação da floresta também é fundamental e o desmatamento nos trópicos é responsável por 1/5 das emissões de carbono.
Afirma algo que devemos lembrar: “Acreditamos que as necessidades de conservação da natureza e as humanas são compatíveis”.
Segundo Leape: “Mais de 45 anos de conservação, nos ensinaram que a não ser que achemos respostas que funcionem para as comunidades locais, os esforços de evitar o desmatamento falharão”.
Esta declaração se encaixa completamente com o que estamos vivendo hoje no Brasil em que a proibição do desmatamento não se apóia numa política alternativa eficaz para as comunidades locais.
Para o diretor da WWF, a preservação da floresta também é fundamental e o desmatamento nos trópicos é responsável por 1/5 das emissões de carbono.
Afirma algo que devemos lembrar: “Acreditamos que as necessidades de conservação da natureza e as humanas são compatíveis”.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
AS DEZ MAIS
(Live Science)
Dez novas tecnologias emergem como soluções para os problemas ambientais.
Serão elas a nossa salvação?
10 Tornar o Papel Obsoleto
Imagine-se lendo o jornal matutino e depois usando a mesma folha de papel para ler o último romance do seu autor favorito. Esta é uma possiblidade do papel eletrônico, uma tela flexível que parece muito com papel, mas que pode ser utilizado indefinidamente. A tela contém minúsculas micro cápsulas preenchidas com partículas que transferem carga elétrica para uma folha de aço. Cada micro cápsula tem partículas brancas e pretas associadas com uma carga positiva ou negativa. Dependendo da carga aplicada, as partículas mostram padrões diferentes. Só nos EUA, são vendidos 55 milhões de jornais por dia.
9 Enterrar o Problema
Alguns especialistas acreditam ser impossível diminuir a quantidade de emissão de CO2 e sugerem enterrar o gás antes dele chegar à atmosfera. O gás teria que ser separado de outros gases e colocado em poços de petróleo, reservatórios salinos e pedras. O problema é que os cientistas não estão seguros se que o gás permanecerá debaixo da terra e quais seriam os efeitos no longo prazo. Os custos de separação e enterro também são altos demais para considerar esta tecnologia como uma solução prática de curto prazo.
8 Bioremediação
É o uso de plantas e micróbios para limpar a contaminação. Exemplos incluem a limpeza de nitratos em água contaminada com a ajuda de micróbios e o uso de plantas para retirar arsênico do solo contaminado, num processo conhecido como fitoremediação. A Agência de Proteção Ambiental nos Estados Unidos (EPA) tem usado o método para limpar diversas áreas. Frequentemente, espécies nativas podem ser usadas para a limpeza, o que significa uma vantagem, pois na maioria dos casos, não requerem pesticidas ou rega. Em outros casos, cientistas estão tentando modificar geneticamente as plantas para retirar contaminantes das suas raízes e transportá-los para as folhas para facilitar a sua colheita.
7 Plantar no Telhado
Não se sabe porquê esta idéia, atribuída aos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo, ainda não pegou .Jardins nos telhados ajudam a absorver o calor, a reduzir o impacto de dióxido de carbono, a absorver a água da chuva e reduzir a necessidade de ar condicionado. Além disso, a técnica poderia diminuir a “ilha” de calor que ocorre nos centros urbanos. Borboletas e pássaros poderiam passar a freqüentar os telhados, alegrando também seus moradores.
6 Ondas e Marés
Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra. As ondas contém energia abundante que pode ser direcionada para turbinas, que por sua vez, podem mover utilizar a força mecânica para gerar eletricidade. O obstáculo a esta fonte de energia tem sido a dificuldade de controlá-la. Algumas vezes as ondas são muito pequenas para gerar energia suficiente. O truque é ser capaz de armazenar energia quando a houver bastante força mecânica acumulada. O East River de Nova York está em teste para servir local para seis turbinas movidas a marés, e a confiança de Portugal nas ondas em um novo projeto deste tipo prevê a produção de energia para mais de 1500 casas.
5 Conversão de Energia Térmica do Oceano
O maior coletor de luz solar na Terra é a massa oceânica. Segundo o departamento de energia americano, os oceanos absorvem a mesma quantidade de calor do sol que a contida em 250 bilhões de barris de óleo diários. Os Estados Unidos consomem cerca de 7.5 bilhões de barris por ano. A tecnologia de conversão de energia térmica do oceano converte a energia dos oceanos em eletricidade, usando a diferença de temperatura entre a superfície da água, aquecida, e a baixa temperatura do fundo do oceano. Esta diferença é suficiente para mover turbinas que impulsionam geradores. O maior problema desta tecnologia é que ainda não é eficiente o bastante para ser utilizado como um mecanismo de gerar energia em larga escala.
4 Novas Idéias Ensolaradas
A energia do sol que atinge a Terra em forma de fótons pode ser convertida em eletricidade ou calor. Coletores solares aparecem de muitas formas diferentes e já estão sendo usados com sucesso por empresas de energia e proprietários individuais. Os dois tipos mais conhecidos de coletores solares são as células solares e os coletores térmicos. Os pesquisadores têm se esforçado para converter esta energia de forma mais eficiente, com o uso de espelhos e discos parabólicos. Parte do desafio para o emprego da energia solar envolve motivação e incentivos do governo. Nos Estados Unidos o estado da Califórnia aprovou um extenso programa que dá incentivos ao desenvolvimento solar. O Estado de Arizona, por outro lado, tem muita luz solar, mas não fez da energia solar uma prioridade. De fato, algumas comunidades planejadas, esta técnica é desprezada pelas regras estéticas.
3 O poder "H"
O uso de combustível de hidrogênio tem sido falado como uma alternativa não poluente ao combustível fóssil. A água é feita pela combinação de hidrogênio e oxigênio. No processo, eletricidade é gerada. O problema é que obter hidrogênio requer a utilização de outras fontes de energia, derrotando as vantagens deste combustível limpo. Mais recentemente, cientistas encontraram um modo de fazer funcionar laptops e pequenos aparelhos com células de hidrogênio, e algumas empresas de carro têm prometido que breve estaremos vendo carros que emitem nada a não ser água limpa. A promessa de uma “economia hidrogenizada”, contudo, não é um consenso entre os especialistas.
2 Remover o Sal
Segundo as Nações Unidas, a redução do suprimento de água afetará bilhões de pessoas no meio do século. A dessalinização, removendo basicamente sais e minerais da água do mar, é um dos meio de se garantir água potável em partes do mundo onde os estoques de água são limitados. O problema com esta tecnologia é que é cara e usa grande quantidade de energia. Cientistas estão trabalhando para melhorar os processos com combustíveis mais baratos, melhorando a eficiência do processo.
1 Fazer combustível de qualquer coisa
Qualquer resíduo carbônico, de tripas de peru a peneus usados, pode, pela adição suficiente de calor e pressão, se transformar em óleo por meio de um processo chamado depolimerização. Isto é muito parecido ao processo que produz petróleo, mas com esta tecnologia, o processo é acelerado em milhões de anos para alcançar o mesmo resultado. Proponentes desta tecnologia afirmam que uma tonelada de restos de peru pode produzir cerca de 300 quilos de petróleo.
Dez novas tecnologias emergem como soluções para os problemas ambientais.
Serão elas a nossa salvação?
10 Tornar o Papel Obsoleto
Imagine-se lendo o jornal matutino e depois usando a mesma folha de papel para ler o último romance do seu autor favorito. Esta é uma possiblidade do papel eletrônico, uma tela flexível que parece muito com papel, mas que pode ser utilizado indefinidamente. A tela contém minúsculas micro cápsulas preenchidas com partículas que transferem carga elétrica para uma folha de aço. Cada micro cápsula tem partículas brancas e pretas associadas com uma carga positiva ou negativa. Dependendo da carga aplicada, as partículas mostram padrões diferentes. Só nos EUA, são vendidos 55 milhões de jornais por dia.
9 Enterrar o Problema
Alguns especialistas acreditam ser impossível diminuir a quantidade de emissão de CO2 e sugerem enterrar o gás antes dele chegar à atmosfera. O gás teria que ser separado de outros gases e colocado em poços de petróleo, reservatórios salinos e pedras. O problema é que os cientistas não estão seguros se que o gás permanecerá debaixo da terra e quais seriam os efeitos no longo prazo. Os custos de separação e enterro também são altos demais para considerar esta tecnologia como uma solução prática de curto prazo.
8 Bioremediação
É o uso de plantas e micróbios para limpar a contaminação. Exemplos incluem a limpeza de nitratos em água contaminada com a ajuda de micróbios e o uso de plantas para retirar arsênico do solo contaminado, num processo conhecido como fitoremediação. A Agência de Proteção Ambiental nos Estados Unidos (EPA) tem usado o método para limpar diversas áreas. Frequentemente, espécies nativas podem ser usadas para a limpeza, o que significa uma vantagem, pois na maioria dos casos, não requerem pesticidas ou rega. Em outros casos, cientistas estão tentando modificar geneticamente as plantas para retirar contaminantes das suas raízes e transportá-los para as folhas para facilitar a sua colheita.
7 Plantar no Telhado
Não se sabe porquê esta idéia, atribuída aos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo, ainda não pegou .Jardins nos telhados ajudam a absorver o calor, a reduzir o impacto de dióxido de carbono, a absorver a água da chuva e reduzir a necessidade de ar condicionado. Além disso, a técnica poderia diminuir a “ilha” de calor que ocorre nos centros urbanos. Borboletas e pássaros poderiam passar a freqüentar os telhados, alegrando também seus moradores.
6 Ondas e Marés
Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra. As ondas contém energia abundante que pode ser direcionada para turbinas, que por sua vez, podem mover utilizar a força mecânica para gerar eletricidade. O obstáculo a esta fonte de energia tem sido a dificuldade de controlá-la. Algumas vezes as ondas são muito pequenas para gerar energia suficiente. O truque é ser capaz de armazenar energia quando a houver bastante força mecânica acumulada. O East River de Nova York está em teste para servir local para seis turbinas movidas a marés, e a confiança de Portugal nas ondas em um novo projeto deste tipo prevê a produção de energia para mais de 1500 casas.
5 Conversão de Energia Térmica do Oceano
O maior coletor de luz solar na Terra é a massa oceânica. Segundo o departamento de energia americano, os oceanos absorvem a mesma quantidade de calor do sol que a contida em 250 bilhões de barris de óleo diários. Os Estados Unidos consomem cerca de 7.5 bilhões de barris por ano. A tecnologia de conversão de energia térmica do oceano converte a energia dos oceanos em eletricidade, usando a diferença de temperatura entre a superfície da água, aquecida, e a baixa temperatura do fundo do oceano. Esta diferença é suficiente para mover turbinas que impulsionam geradores. O maior problema desta tecnologia é que ainda não é eficiente o bastante para ser utilizado como um mecanismo de gerar energia em larga escala.
4 Novas Idéias Ensolaradas
A energia do sol que atinge a Terra em forma de fótons pode ser convertida em eletricidade ou calor. Coletores solares aparecem de muitas formas diferentes e já estão sendo usados com sucesso por empresas de energia e proprietários individuais. Os dois tipos mais conhecidos de coletores solares são as células solares e os coletores térmicos. Os pesquisadores têm se esforçado para converter esta energia de forma mais eficiente, com o uso de espelhos e discos parabólicos. Parte do desafio para o emprego da energia solar envolve motivação e incentivos do governo. Nos Estados Unidos o estado da Califórnia aprovou um extenso programa que dá incentivos ao desenvolvimento solar. O Estado de Arizona, por outro lado, tem muita luz solar, mas não fez da energia solar uma prioridade. De fato, algumas comunidades planejadas, esta técnica é desprezada pelas regras estéticas.
3 O poder "H"
O uso de combustível de hidrogênio tem sido falado como uma alternativa não poluente ao combustível fóssil. A água é feita pela combinação de hidrogênio e oxigênio. No processo, eletricidade é gerada. O problema é que obter hidrogênio requer a utilização de outras fontes de energia, derrotando as vantagens deste combustível limpo. Mais recentemente, cientistas encontraram um modo de fazer funcionar laptops e pequenos aparelhos com células de hidrogênio, e algumas empresas de carro têm prometido que breve estaremos vendo carros que emitem nada a não ser água limpa. A promessa de uma “economia hidrogenizada”, contudo, não é um consenso entre os especialistas.
2 Remover o Sal
Segundo as Nações Unidas, a redução do suprimento de água afetará bilhões de pessoas no meio do século. A dessalinização, removendo basicamente sais e minerais da água do mar, é um dos meio de se garantir água potável em partes do mundo onde os estoques de água são limitados. O problema com esta tecnologia é que é cara e usa grande quantidade de energia. Cientistas estão trabalhando para melhorar os processos com combustíveis mais baratos, melhorando a eficiência do processo.
1 Fazer combustível de qualquer coisa
Qualquer resíduo carbônico, de tripas de peru a peneus usados, pode, pela adição suficiente de calor e pressão, se transformar em óleo por meio de um processo chamado depolimerização. Isto é muito parecido ao processo que produz petróleo, mas com esta tecnologia, o processo é acelerado em milhões de anos para alcançar o mesmo resultado. Proponentes desta tecnologia afirmam que uma tonelada de restos de peru pode produzir cerca de 300 quilos de petróleo.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Comendo plástico
O Jornal Independent pubicou ontem (5/02/08), um artigo de Kathy Marks e Daniel Howden sobre o maior lixão do mundo.Uma sopa plástica de lixo flutuante no Oceano Pacífico está crescendo de forma alarmante e agora cobre duas vezes o tamanho dos Estados Unidos, segundo cientistas.
A vasta extensão de dejetos – de fato o maior lixão do mundo – permanece no local devido às correntes submarinas. A sopa se estende desde a costa da Califórnia, passando pelo Pacífico e Havaí, até quase o Japão.
O oceanógrafo Charles Moore acredita que cerca de 100 milhões de toneladas de lixo flutuante estão circulando na região. Curtis Ebbesmeyer, oceanógrafo e autoridade em lixo flutuante, acompanhou o acúmulo de plásticos nos mares por mais de 15 anos: “Ele move em círculos como um animal grande sem coleira”. Quando o animal se aproxima da terra, como acontece no arquipélago do Havaí, os resultados são dramáticos. A mancha de lixo expele os dejetos e cobre a praia com este confete de plástico”.
O lixão foi descoberto acidentalmente por Moore, quando velejava na área e resolveu pegar um atalho, em geral evitado por marinheiros. Ele ficou atônito ao se ver cercado de lixo, dia após dia, há milhares de milhas da costa. Em entrevista comentou o que o intrigou: “Como podia o lixo permanecer durante uma semana inteira?”
Herdeiro de uma fortuna em petróleo, Moore vendeu sua parte nos negócios e se tornou um ambientalista ativo. Ele advertiu ontem que a não ser que os consumidores cortem o uso de plásticos descartáveis, o ensopado plástico dobrará de tamanho na próxima década.
Moore lembrou que por ser translúcido e ficar logo abaixo da superfície, o lixo não pode ser detectado pelos satélites. Segundo o PNUMA (Programa da ONU para o Meio-Ambiente), os dejetos plásticos causam a morte de mais de um milhão de aves marinhas todo ano e 100.000 mamíferos marinhos. Seringas, isqueiros e escovas de dentes foram encontradas dentro do estômago das aves mortas.
Acredita-se que o plástico constitui 90% de todo o lixo flutuando nos oceanos. De acordo com Dr.Eriksen (PNUMA), a vagarosa massa de água carregada de lixo constitui um risco à saúde humana. Os poluentes plásticos agem como esponjas químicas que atraem químicos fabricados pelos homens como hidrocarbonetos e o pesticida DDT. Estes poluentes acabam entrando na cadeia alimentar. “O que vai para o oceano é absorvido pelos animais e vai para o seu jantar. É simples”, disse o Dr Eriksen.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
De volta da Ásia
Estive viajando pela Ásia durante um mês e fiquei decepcionada com a perspectiva do futuro seu ambiental. Embora apresente uma vegetação exuberante que chega a parecer artificial em alguns locais, a poluição domina a região. O ar úmido e pesado e o céu quase que permanentemente nublado sinalizam a intensidade de problema.
O que impressiona é uma certa “alienação” sobre o problema ambiental. Todo mundo sabe que existe, mas não há efetivamente uma atitude pró meio-ambiente, ou mesmo um interesse pelo assunto. Em alguns lugares, com no Vietnã, a justificativa é que ainda não há condições de substituir as antigas usinas a carvão. Segundo um guia local, o país ainda é bem pobre e as pessoas tem que se conformar e se adaptar: todo mundo com máscaras.
Hoje, a notícia é de que “Cortes Asiáticas fracassam em fazer cumpir as leis ambientais” (Global Nation, 14/1/08). De acordo com advogados numa conferência patrocinada pela ONU, a corrupção e a falta de vontade política estão impedindo o cumprimento das leis que protegem o meio-ambiente na região Ásia-Pacífico. Mais de 85 juízes, advogados e representantes oficiais dos governos estão reunidos para discutir o assunto até quarta-feira.
Antonio Obosa, advogado ambiental nas Filipinas, disse que no seu país o equilíbrio se apóia no crescimento econômico e as autoridades buscam soluções baseadas no dinheiro. Segundo ele, nem 1% das 200 leis existentes foram implementadas. A maioria dos governos locais desconhece as leis.
A expectativa da ONU é justamente incentivar os esforços entre os juízes da região para melhorar a justiça ambiental e despertar a consciência sobre o papel do judiciário em proteger o meio-ambiente.
Esperamos que sim!
O que impressiona é uma certa “alienação” sobre o problema ambiental. Todo mundo sabe que existe, mas não há efetivamente uma atitude pró meio-ambiente, ou mesmo um interesse pelo assunto. Em alguns lugares, com no Vietnã, a justificativa é que ainda não há condições de substituir as antigas usinas a carvão. Segundo um guia local, o país ainda é bem pobre e as pessoas tem que se conformar e se adaptar: todo mundo com máscaras.
Hoje, a notícia é de que “Cortes Asiáticas fracassam em fazer cumpir as leis ambientais” (Global Nation, 14/1/08). De acordo com advogados numa conferência patrocinada pela ONU, a corrupção e a falta de vontade política estão impedindo o cumprimento das leis que protegem o meio-ambiente na região Ásia-Pacífico. Mais de 85 juízes, advogados e representantes oficiais dos governos estão reunidos para discutir o assunto até quarta-feira.
Antonio Obosa, advogado ambiental nas Filipinas, disse que no seu país o equilíbrio se apóia no crescimento econômico e as autoridades buscam soluções baseadas no dinheiro. Segundo ele, nem 1% das 200 leis existentes foram implementadas. A maioria dos governos locais desconhece as leis.
A expectativa da ONU é justamente incentivar os esforços entre os juízes da região para melhorar a justiça ambiental e despertar a consciência sobre o papel do judiciário em proteger o meio-ambiente.
Esperamos que sim!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Aumento do Número de Desastres
Independent, 26 Novembro.
Não é apenas a nossa imaginação. O clima está realmente ficando pior. Andrew Bucombe e Daniel Howden explicam porque os desastres estão vindo mais rápidamente, e mais furiosamente do que nunca.
Ficou evidente para os milhões de pessoas presas pelas torrentes ‘bíblicas” que isolaram uma região inteira do México este ano. Muitos australianos estavam suficientemente convencidos disso ao mudar seu modo de votar. Ficou óbvio para proprietários de casas da Inglaterra que ficaram com água até o joelhos em suas salas de visitas inundadas. E para o milionário da praia em Malibu que não pode deixar de notar, ao ver suas luxuosas casas queimarem como fósforos.
Desastres relacionados ao clima estão aumentando em freqüência e violência e a expansão de comunidades humanas em habitações vulneráveis junto com os aparentemente maiores efeitos da mudança climáticas são os culpados. Oxfam, uma entidade britânica de caridade descobriu que houve um aumento quatro vezes maior de catástrofes tais como inundações que varreram o Sul da Ásia este ano, afetando mais de 250 mil pessoas.
Em um novo relatório, a Oxfam diz que a média dos desastres subiu de 120 em 1980 para 500. É uma chamada para os governos tomarem previdências mais convincentes para reduzir a emissão de gases de efeito estufa que um consenso de cientistas culpa pelo aumento da temperatura.
“Este ano vimos inundações no Sul Asiático, através da África e México que afetaram mais de 250 milhões de pessoas”, diz a diretora da Oxfam’s Bárbara Stocking. “Não é um ano apavorante. Segue um padrão de eventos climáticos mais frequentes, mais erráticos, mais imprevisíveis e mais extremos que afetam mais pessoas.”
Segundo o relatório publicado ontem, o número de pessoas afetadas por estes disastres aumentou cerca de 68%. Entre 1985-94 uma média de 174 milhões de pessoas sofrem com estes incidentes, enquanto entre 1995 e 2004, a média foi 254 milhões”.
...
Para a Oxfam, as nações desenvolvidas devem agir primeiro porque tem a responsabilidade pela maior parte das emissões que levaram às mudanças climáticas.
Não é apenas a nossa imaginação. O clima está realmente ficando pior. Andrew Bucombe e Daniel Howden explicam porque os desastres estão vindo mais rápidamente, e mais furiosamente do que nunca.
Ficou evidente para os milhões de pessoas presas pelas torrentes ‘bíblicas” que isolaram uma região inteira do México este ano. Muitos australianos estavam suficientemente convencidos disso ao mudar seu modo de votar. Ficou óbvio para proprietários de casas da Inglaterra que ficaram com água até o joelhos em suas salas de visitas inundadas. E para o milionário da praia em Malibu que não pode deixar de notar, ao ver suas luxuosas casas queimarem como fósforos.
Desastres relacionados ao clima estão aumentando em freqüência e violência e a expansão de comunidades humanas em habitações vulneráveis junto com os aparentemente maiores efeitos da mudança climáticas são os culpados. Oxfam, uma entidade britânica de caridade descobriu que houve um aumento quatro vezes maior de catástrofes tais como inundações que varreram o Sul da Ásia este ano, afetando mais de 250 mil pessoas.
Em um novo relatório, a Oxfam diz que a média dos desastres subiu de 120 em 1980 para 500. É uma chamada para os governos tomarem previdências mais convincentes para reduzir a emissão de gases de efeito estufa que um consenso de cientistas culpa pelo aumento da temperatura.
“Este ano vimos inundações no Sul Asiático, através da África e México que afetaram mais de 250 milhões de pessoas”, diz a diretora da Oxfam’s Bárbara Stocking. “Não é um ano apavorante. Segue um padrão de eventos climáticos mais frequentes, mais erráticos, mais imprevisíveis e mais extremos que afetam mais pessoas.”
Segundo o relatório publicado ontem, o número de pessoas afetadas por estes disastres aumentou cerca de 68%. Entre 1985-94 uma média de 174 milhões de pessoas sofrem com estes incidentes, enquanto entre 1995 e 2004, a média foi 254 milhões”.
...
Para a Oxfam, as nações desenvolvidas devem agir primeiro porque tem a responsabilidade pela maior parte das emissões que levaram às mudanças climáticas.
Europa com grandes planos para a arquitetura verde
Finacial Times 24 Nov , Oliver Lowenstein
Eco-distritos alimentados por energia renovável estão crescendo através da Europa. As chamadas “cidades do futuro” apresentam alta densidade de casas e qualidade de espaços públicos desenhados para pedestres e ciclistas. Elas podem ser a solução para um modelo de habitação sustentável para o futuro e planejadores governamentais, empreendedores e arquitetos estão atentos ao experimento escandinavo em Malmo e outros experimentos amigos do meio-ambiente.
Malmo é um projeto para 20 anos, criado para uma população estimada de 300.000 pessoas. Os edifícios em toda área usarão energia renovável, a maior parte vinda de um sistema geotérmico embaixo d’água, com coletores fotoválticos e solares e uma turbina a vento. Os carros ficarão nos limites do distrito. Um projeto de biodiversidade será a priordade, incluindo jardins de flores e áreas planejadas, com sistema de água corrente.
Outros distritos como Estocolmo tem projetos similares e o governo sueco anunciou recentemente que investirá em outros eco-projetos pelo país. O governo britânico planeja constriu 10 novas cidades ecológicas de 100.000 habitações em cada região do país. A visão envolve uma variedade de estilos de arquitetura e tipos de construções. Em outros países europeus há muitos exemplos que estão dando certo em Helsinki, Finlândia, Barcelona na Espanha, Lyon na França e Hanover na Alemanha. Na Suíça existe o Neuchatel Eco-parque, com uma mistura de casas, escritórios do governo e uma escola técnica com foco nos transportes.
Embora cada eco-distrito tenha um estética diferente em função do clima local, geografia e interpretação do eco-design, todas têm importantes elementos em comum: alta qualidade dos espaços públicos desenhados para pedestres e ciclistas; alta densidade de habitações próximas às escolas e lojas com espaço de lazer privado e áreas comunitárias; sistemas de transporte que favorecem a caminhada, ônibus, trens e pouco espaço para estacionamento.
O eco-distrito é o tipo de lugar onde as crianças podem brincar livremente, sem medo do trânsito e dos carros. Outro aspecto é a homogeneidade entre as famílias e a vida comunitária. Estes distritos são considerados modelos exemplares.
Eco-distritos alimentados por energia renovável estão crescendo através da Europa. As chamadas “cidades do futuro” apresentam alta densidade de casas e qualidade de espaços públicos desenhados para pedestres e ciclistas. Elas podem ser a solução para um modelo de habitação sustentável para o futuro e planejadores governamentais, empreendedores e arquitetos estão atentos ao experimento escandinavo em Malmo e outros experimentos amigos do meio-ambiente.
Malmo é um projeto para 20 anos, criado para uma população estimada de 300.000 pessoas. Os edifícios em toda área usarão energia renovável, a maior parte vinda de um sistema geotérmico embaixo d’água, com coletores fotoválticos e solares e uma turbina a vento. Os carros ficarão nos limites do distrito. Um projeto de biodiversidade será a priordade, incluindo jardins de flores e áreas planejadas, com sistema de água corrente.
Outros distritos como Estocolmo tem projetos similares e o governo sueco anunciou recentemente que investirá em outros eco-projetos pelo país. O governo britânico planeja constriu 10 novas cidades ecológicas de 100.000 habitações em cada região do país. A visão envolve uma variedade de estilos de arquitetura e tipos de construções. Em outros países europeus há muitos exemplos que estão dando certo em Helsinki, Finlândia, Barcelona na Espanha, Lyon na França e Hanover na Alemanha. Na Suíça existe o Neuchatel Eco-parque, com uma mistura de casas, escritórios do governo e uma escola técnica com foco nos transportes.
Embora cada eco-distrito tenha um estética diferente em função do clima local, geografia e interpretação do eco-design, todas têm importantes elementos em comum: alta qualidade dos espaços públicos desenhados para pedestres e ciclistas; alta densidade de habitações próximas às escolas e lojas com espaço de lazer privado e áreas comunitárias; sistemas de transporte que favorecem a caminhada, ônibus, trens e pouco espaço para estacionamento.
O eco-distrito é o tipo de lugar onde as crianças podem brincar livremente, sem medo do trânsito e dos carros. Outro aspecto é a homogeneidade entre as famílias e a vida comunitária. Estes distritos são considerados modelos exemplares.
Assinar:
Postagens (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2024
(4)
- ► 08/11 - 08/18 (1)
- ► 06/30 - 07/07 (1)
- ► 03/17 - 03/24 (1)
-
►
2023
(1)
- ► 01/01 - 01/08 (1)
-
►
2022
(2)
- ► 09/11 - 09/18 (1)
- ► 02/20 - 02/27 (1)
-
►
2021
(3)
- ► 07/18 - 07/25 (1)
- ► 06/20 - 06/27 (1)
- ► 05/09 - 05/16 (1)
-
►
2020
(4)
- ► 11/01 - 11/08 (1)
- ► 07/26 - 08/02 (1)
- ► 06/07 - 06/14 (1)
- ► 03/22 - 03/29 (1)
-
►
2019
(5)
- ► 11/10 - 11/17 (1)
- ► 08/04 - 08/11 (1)
- ► 06/30 - 07/07 (1)
- ► 04/07 - 04/14 (1)
- ► 01/13 - 01/20 (1)
-
►
2018
(7)
- ► 10/14 - 10/21 (1)
- ► 10/07 - 10/14 (1)
- ► 07/22 - 07/29 (1)
- ► 06/10 - 06/17 (1)
- ► 03/18 - 03/25 (1)
- ► 02/18 - 02/25 (1)
- ► 01/21 - 01/28 (1)
-
►
2017
(3)
- ► 11/19 - 11/26 (1)
- ► 09/03 - 09/10 (1)
- ► 07/23 - 07/30 (1)
-
►
2016
(3)
- ► 10/30 - 11/06 (1)
- ► 10/23 - 10/30 (1)
- ► 05/08 - 05/15 (1)
-
►
2015
(7)
- ► 12/13 - 12/20 (1)
- ► 10/11 - 10/18 (1)
- ► 09/20 - 09/27 (1)
- ► 05/17 - 05/24 (1)
- ► 03/22 - 03/29 (1)
- ► 03/08 - 03/15 (1)
- ► 01/18 - 01/25 (1)
-
►
2014
(6)
- ► 10/19 - 10/26 (1)
- ► 09/28 - 10/05 (1)
- ► 07/06 - 07/13 (1)
- ► 05/18 - 05/25 (1)
- ► 03/30 - 04/06 (1)
- ► 01/05 - 01/12 (1)
-
►
2013
(3)
- ► 10/27 - 11/03 (1)
- ► 06/23 - 06/30 (1)
- ► 03/24 - 03/31 (1)
-
►
2012
(3)
- ► 06/03 - 06/10 (1)
- ► 01/22 - 01/29 (1)
- ► 01/01 - 01/08 (1)
-
►
2011
(10)
- ► 12/11 - 12/18 (1)
- ► 11/27 - 12/04 (1)
- ► 11/13 - 11/20 (1)
- ► 09/11 - 09/18 (1)
- ► 08/07 - 08/14 (1)
- ► 07/31 - 08/07 (1)
- ► 07/10 - 07/17 (1)
- ► 06/12 - 06/19 (1)
- ► 03/27 - 04/03 (1)
- ► 01/30 - 02/06 (1)
-
►
2010
(11)
- ► 12/12 - 12/19 (1)
- ► 11/28 - 12/05 (1)
- ► 11/14 - 11/21 (1)
- ► 10/31 - 11/07 (1)
- ► 09/19 - 09/26 (1)
- ► 07/11 - 07/18 (1)
- ► 07/04 - 07/11 (1)
- ► 04/25 - 05/02 (1)
- ► 04/11 - 04/18 (2)
- ► 03/07 - 03/14 (1)
-
►
2009
(34)
- ► 12/27 - 01/03 (1)
- ► 12/13 - 12/20 (1)
- ► 12/06 - 12/13 (1)
- ► 11/29 - 12/06 (1)
- ► 11/22 - 11/29 (1)
- ► 10/25 - 11/01 (1)
- ► 10/18 - 10/25 (1)
- ► 10/11 - 10/18 (1)
- ► 09/27 - 10/04 (1)
- ► 09/20 - 09/27 (1)
- ► 09/06 - 09/13 (1)
- ► 08/30 - 09/06 (1)
- ► 08/09 - 08/16 (1)
- ► 07/19 - 07/26 (1)
- ► 07/12 - 07/19 (2)
- ► 06/28 - 07/05 (1)
- ► 06/14 - 06/21 (1)
- ► 05/31 - 06/07 (1)
- ► 05/24 - 05/31 (1)
- ► 04/05 - 04/12 (1)
- ► 03/22 - 03/29 (1)
- ► 03/08 - 03/15 (1)
- ► 03/01 - 03/08 (1)
- ► 02/22 - 03/01 (1)
- ► 02/15 - 02/22 (1)
- ► 02/08 - 02/15 (1)
- ► 02/01 - 02/08 (2)
- ► 01/25 - 02/01 (1)
- ► 01/18 - 01/25 (2)
- ► 01/04 - 01/11 (2)
-
►
2008
(58)
- ► 12/28 - 01/04 (2)
- ► 12/14 - 12/21 (1)
- ► 12/07 - 12/14 (1)
- ► 11/30 - 12/07 (1)
- ► 11/23 - 11/30 (3)
- ► 11/16 - 11/23 (2)
- ► 11/09 - 11/16 (3)
- ► 10/26 - 11/02 (1)
- ► 10/19 - 10/26 (1)
- ► 10/12 - 10/19 (2)
- ► 10/05 - 10/12 (2)
- ► 09/28 - 10/05 (3)
- ► 09/21 - 09/28 (3)
- ► 09/07 - 09/14 (5)
- ► 08/31 - 09/07 (2)
- ► 08/24 - 08/31 (2)
- ► 08/17 - 08/24 (1)
- ► 08/10 - 08/17 (4)
- ► 07/06 - 07/13 (2)
- ► 06/29 - 07/06 (1)
- ► 06/15 - 06/22 (1)
- ► 06/08 - 06/15 (1)
- ► 06/01 - 06/08 (2)
- ► 05/11 - 05/18 (1)
- ► 05/04 - 05/11 (2)
- ► 04/13 - 04/20 (1)
- ► 04/06 - 04/13 (1)
- ► 03/30 - 04/06 (2)
- ► 03/16 - 03/23 (1)
- ► 03/09 - 03/16 (1)
- ► 02/17 - 02/24 (1)
- ► 02/03 - 02/10 (1)
- ► 01/13 - 01/20 (1)
-
►
2007
(7)
- ► 11/25 - 12/02 (2)
- ► 11/04 - 11/11 (1)
- ► 10/28 - 11/04 (2)
- ► 10/21 - 10/28 (1)
- ► 10/14 - 10/21 (1)