terça-feira, 21 de outubro de 2008

O "New Deal" da ONU

A crise financeira colocou em risco os investimentos em energia alternativa. Apesar das promessas dos candidatos ao governo americando de investir no setor, não há garantias de crédito. Os investidores põem em dúvida seus investimentos na energia eólica e na energia solar, ainda mais cara. Com a crise, os governos têm que socorrer os bancos e sobram menos créditos para as empresas . As ações de companhias de energia alternativa caíram mais do que o resto do mercado nos últimos meses e teme-se a concorrência dos preços baixos do petróleo e gás.

As companhias já sinalizam o que está ocorrendo e adiam projetos, devido à dificuldade de levantar capital. Outras atrasam a produção, como a Tesla Motor, fabricante do totalmente elétrico Model S sedan.
A proposta do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente PNUMA/UNEP para a crise é inspirada na visão do “New Deal” de Roosevelt : “Novo Acordo Verde com Foco em Investimentos no Meio-Ambiente e Oportunidade Histórica para o Séc. 21 e Geração de Empregos” (Global Green New Deal-Environmentally-Focused Investment Historic Opportunity for 21st Century Prosperity and Job Generation.)

O novo Acordo Verde Global responde ao desafios do nosso tempo, entre eles a necessidade de se fornecer energia e alimento para seis bilhões de pessoas; e emprego para 1.3 bilhão. A proposta é “gerar negócios em energias renováveis; somando-se às iniciativas já existentes de investimento em tecnologia limpa , agricultura sustentável, conservação e administração inteligente dos ecossistemas do planeta e uma infra-estrutura baseada na natureza”.

Nos EUA a energia dos ventos já atende 4.5 milhões de casas em 2007 e nos últimos três anos conseguiu ultrapassar todos os países, como líder de novos projetos de energia eólica. Hoje o Reino Unido foi considerado o líder mundial em geração de energia dos ventos, com o anúncio de investimento de 30 milhões de libras em energia eólica.
Cinco líderes internacionais da indústria eólica no mar assinaram um plano para encontrar maneiras de reduzir o custo das atuais instalações e aumentar a quantidade de eletricidade gerada por cada turbina.

Fontes: UNEP website (22/10) e foto, Independent (21/10), N.Y.Times (20/10).

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crime Ambiental Lucra 10 Bi Por ano

Dez bilhões é a renda anual do Crime Ambiental, segundo o relatório publicado hoje pela a EIA - Environmental Investigation Agency, Agência de Investigação Ambiental. Os criminosos são atraídos pela alta porcentagem de lucro que alcança até 700%. Um indiano é acusado de vender mais de 12.000 peles de animais para comerciantes no Nepal.
As peles, cujo comércio é ilegal, foram encontradas à venda no mercado aberto da China e explicam porquê tantas espécies de mamíferos estão ameaçadas. São pelo menos 1.141 das 5.487 espécies do planeta, de acordo com o relatório da IUCN – International Union for the Conservation of Nature, União Internacional para Conservação da Natureza.

A venda ilegal de madeira é outro problema sério na Indonésia e também no Brasil. O assunto foi abordado na 10ª mostra do FICA – Festival Internacional Cinema Ambiental no Rio de Janeiro com o filme “Batida na Floresta”, direção de Adrian Conwell. Neste caso, pior do que a ilegalidade é a própria destruição das florestas nativas, o que contribui para o problema das mudanças climáticas.

A rede do crime ambiental está se desenvolvendo também no comércio de marfim, proibido desde 1989, e mais recentemente no comércio de HCFCs, composto de gases utilizado na refrigeração e aerossóis. Segundo o relatório da EIA, acredita-se que o que está acontecendo é devido à proliferação de acordos ambientais com maior controle sobre os recursos naturais, além da necessidade dos criminosos diversificarem suas atividades.

Fonte: The Guardian.(13/10) , foto Wikipedia
Vídeo em inglês:
http://www.guardian.co.uk/environment/video/2008/oct/10/eia-tiger-skin

domingo, 12 de outubro de 2008

"ECO-KIDS": Salvem-nos!


Hoje, a homenagem do dia das crianças é para os Eco-kids, como são chamadas as crianças que se preocupam com a causa ambiental. Eles aprenderam que não podem demorar debaixo do chuveiro e que temos que fechar a água enquanto escovamos os dentes. Sabem também que o “aquecimento global” existe e que o problema das “mudanças climáticas”é sério.

Salve o Planeta! é a chamada no site brasileiro Eco-kids, mas na verdade deveria ser “Salvem-nos!’’. A Terra vai continuar a existir, apesar da poluição do ar e da água, do buraco de ozônio, dos furacões, das tempestades e das tsunamis. Nós é que estamos ameaçados e cabe a nós, adultos, a maior responsabilidade. Governos, Ongs, Empresas e todos nós temos que trabalhar junto com este eco-exército para preservar o que de mais precioso possuímos: a natureza.

Papais e mamães que reclamam ter que pagar mais caro porque seus pimpolhos querem produtos ecológicos ou que sofrem pressão para trocar todas as lâmpadas da casa e ainda ter que dar explicações porque ainda não compraram o carro elétrico, tenham paciência.

Eles estão apenas tomando uma Atitude para salvar o seu futuro!
Salve o Planeta! 30 maneiras de se contribuir para preservação:
http://www2.uol.com.br/ecokids/salveopl.htm#
Vídeo: Atitude (Youtube)


Salve o Planeta! 30 maneiras de se contribuir para a preservação do nosso planeta:http://www2.uol.com.br/ecokids/salveopl.htm#

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A Mina de Ouro da Culpa Ambiental

Um artigo de David Fahrenthold para mostra que apesar da crise financeira, o mercado para equilibrar as emissões de carbono continua em plena atividade nos EUA.

As vendas para compensação de carbono crescem para aliviar os pecados contra o clima e em alguns casos os preços têm até aumentado. Quando tudo parece ser vendido por menos, pessoas e negócios estão pagando mais no mercado da culpa ambiental.

Especialistas explicam que a crise ainda não atingiu a alta classe média e as pessoas não acham um luxo tentar diminuir a sua culpa. Michael Sheets (27) sentia-se muito culpado por ter passado seis dias dentro de um avião no último mês e escolheu pagar US$240 para a Carbonfund.org. Em resposta recebeu um email dizendo que suas emissões de gases de efeito estufa durante o ano inteiro estavam anuladas.

Segundo grupos que fiscalizam o mercado, muitas vezes os vendedores não cumprem suas promessas e os projetos para compensação promovem benefícios difíceis de avaliar.

Na Bolsa de Clima Chicago (Chicago Climate Exchange) , o dia 23 de setembro foi o segundo mais ativo em quatro anos da sua existência. A empresa de conservação Conservation Fund reportou que as suas vendas cresceram 9% para indivíduos e 22% para as companhias, o que significa um melhor retorno do que investimento em empresas como GM ou Exxon, cujos preços só fizeram cair. Além disso, muitas empresas estão investindo na compensação para melhorar a sua imagem.

A Yahoo gastou 2 milhões para compensar emissões do seu uso com eletricidade e com
viagens dos empregados. Para muitos, o ganho é apenas psicológico ou moral e não se importam de fato com os resultados.

Há quem ache que a alta do mercado de compensação está para acabar pela do interesse e ou preocupação com os problemas mais imediatos. Por outro lado uma empresa que opera um aterro sanitário conseguiu arrecadar US43.000 na Bolsa de Chicago em apenas alguns meses, com um projeto que captura o gás metano.

domingo, 5 de outubro de 2008

Think (Pense): Se o Futuro é Verde por que Comemorar o Presente Negro?


Um especial de oito páginas do N.Y. Times (3/10) - Resgate do Capitalismo - mostra que o mundo caminha para o futuro verde. Um carro chamado “Think”, feito de 95% de material reciclado e movido à energia elétrica pode estar à venda nos EUA em 2009, se comprovada a sua eficiência. O Think é apenas um dos projetos financiados pela KleinerPerkins Caufield & Byers no Vale do Silicone, que já investiu US 1 bilhão em empresas de tecnologia verde (green tecnology) e acredita que o futuro é verde.

John Doerr, um dos sócios da Kleiner e defensor apaixonado das energias alternativas argumenta que isto é um sinal que o mercado de energia de trilhões de dólares passará por uma total transformação ecológica.

No momento em que todas as atenções se voltam para o problema do aquecimento global e suas soluções, o governo brasileiro comemora a descoberta das reservas do petróleo no pré-sal. Um projeto com uma estimativa de US$ 600 bilhões em investimentos para produzir uma energia que contribuirá ainda mais para o aquecimento global, o maior problema do mundo no momento.

“O presente que nos foi dado por Deus” como disse Lula é na verdade um presente negro não só na cor da sua matéria fóssil, mas no luto das consequências e danos que poderá causar. Milhares de crianças na China nascem defeituosas devido à poluição generalizada e o índice aumentou em 40% desde 2001(Time on-line).

Não faz sentido investir no petróleo negro e sujo. As crianças de todo o mundo merecem um futuro verde e limpo e uma educação que as tornem capazes de ser líderes das suas vidas e dos seus países.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

GOOGLE Adere à Campanha da ONU: Expulse o CO2!

Nesta última 4ª feira 1/10, o Google lançou um plano para os EUA dimunirem em 40% até 2030 a queima de carvão e óleo para produzir energia. O projeto segue a linha da campanha da ONU para eliminar o CO2. O custo é de trilhões de dólares. Segundo o executivo chefe da empresa, Eric Schmidt, o custo anual seria menos dos que os atuais US$ 700 bilhões para socorrer a indústria financeira.

A Google.org (sem fins lucrativos) está apoiando iniciativas na área de novas tecnologias limpas: eólica, solar e geotermal, acreditando que podem se tornar mais baratas que o carvão. Neste ano, a empresa já investiu US$ 45 milhões e reconhece que é uma gota no ceano (a drop when we need a flood).
A empresa investindo US$ 5 milhões para melhorar suas instalações e equipamentos. Novos padrões de eficiência em energia para computadores podem economizar o equivalente a 10 ou 20 indústrias de carvão.

O jornal Independent publicou que economizar energia tornou-se uma prioridade para as empresas. Segundo relatório divulgado hoje, as economias em energia no ano passado corresponderam a 1 bilhão de libras. David Frost, diretor geral da Câmara de Comércio afirma que o apetite pela redução do uso de energia foi resultado do meio-ambiente.

Foto: Vencedor Prêmio UNEP - 6D Brasil
Fonte: Reuters, Independent - 3/10

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Expedição Monitora a Captura do CO2 nos Mares do Sul

Cientistas australianos estão saindo ainda esta semana para uma viagem de monitoramento de dados no oceano do Hemisfério Sul. Os mares desta região têm um papel mais importante no controle da ação das mudanças climáticas.
O oceano absorve enorme quantidade de dióxido de carbono na zona entre a Austrália e Antártica, sendo que este continente tem o papel mais importante de todos. O problema é a dificuldade de monitoramento devido ao mar bravo e à distância.. Os cientistas não conseguem dizer com precisão como o aquecimento global está afetando a capacidade de absorver o Co2, um dos gases do efeito estufa, produzido pelo combustível usado nos carros, por plantas energéticas e indústrias.

Segundo os cientistas, o Co2 é absorvido pela água do mar e pelos bilhões de fitos planctos e outros organismos que ao cair no fundo do mar aprisionam o carbono em profundas camadas sedimentadas. Com o aquecimento do clima, torna-se difícil a camada da superfície se misturar com as águas embaixo, o que reduz o efeito bomba do Co2. Além disso com o aquecimento, a quantidade de Co2 liberada pelos organismos que se alimentam dos ficto plantos também aumenta e reduz o efeito biológico da captura do Co2.

O monitoramento é o único modo de dizer o quanto as mudanças climáticas estão afetando um dos maiores reservatórios de Co2. Se ficar comprovado que o Co2 que o oceano não está absorvendo este gás nocivo, o controle das emissões terá que será ainda mais rígido.

Fonte: Reuters, David Fogarty
http://www.reuters.com/article/environmentNews/

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pense Global X Aja Local (Economist.com 29/9)

Durante uma conferência sobre a fundição de alumínio na Alemanha, vários ambientalistas protestaram contra a construção de novas usinas hidrelétricas e geotérmicas fornecer energia para a fundição de alumínio na Islândia. Atualmente existem três unidades para o derretimento de alumínio e mais uma em construção.

O país vive um boom de investimento devido ao alumínio e o motivo é a produção de energia limpa e barata. Grande parte dos custos da produção recai na eletricidade e vale mais a pena levar a matéria prima até um local onde a energia é barata como Islândia e depois embarcar de volta o produto para os consumidores em outros lugares do mundo.

Para preservar a natureza da Islândia seria necessário parar com estes projetos. Por outro lado a produção oferece oportunidade de empregos e desenvolvimento. Alguns argumentam que a Islândia tem uma obrigação moral de usar o máximo de energia limpa em benefício do planeta. A fundição de alumínio cresceu muito na China, mas com energia a carvão, nociva ao meio-ambiente.

“Em outras palavras, a Islândia deveria sacrificar sua paisagem para o bem do planeta.”

Diminuir o uso do alumínio fica difícil com a crescente demanda dos países em desenvolvimento. O alumínio poderia ser processado em outros lugares sem causar dano ao meio-ambiente e o páis poderia usar seus recursos para outros usos, como centros de informação. Para quem mora na Islândia numa área que será inundada pela nova represa, o dano pode ser enorme e a idéia “Pense global, aja no local” simplesmente cai em contradição.

http://www.economist.com/daily/columns/greenview/displayStory.cfm?story_id=12323257

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A Bomba a Relógio do Metano


Com este título, o jornal Independent publicou uma matéria sobre o perigo representado pela liberação do gás metano, devido ao derretimento do gelo ártico.

De acordo com descobertas preliminares, depósitos de metano sob o mar estão subindo à superfície, à medida que a região se torna mais aquecida e acontece o degelo. Os cientistas acreditam que o metano foi responsável no passado pelo aumento rápido das
Foto: Alamy temperaturas e por mudanças drásticas no clima e até mesmo a
extinção maciça de espécies.

O metano é 20 vezes mais poderoso do que o gás dióxido de carbono e a quantidade de metano armazenada sob o gelo é maior do que toda a quantidade das reservas de carvão. O Dr. Gustafsson que participa da expedição descreveu que num dos locais a quantidade de gás liberado era tal que não tinha tempo de se dissolver na água do mar . O gás subia à superfície do mar em forma de bolhas, como chaminés de metano.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Terra no Vermelho

Um artigo de Antonio Cianciullo no jornal la Reppublica alerta que a partir do dia 23 de setembro, a Terra entrou no vermelho. Isto quer dizer que estaremos consumindo mais recursos naturais do que a natureza é capaz de repor. O 23 de setembro é o Earth Overshoot Day ou Dia da Bancarrota Ecológica.

O 23 de setembro não é uma data fixa e tem se alterado à medida em que vamos consumindo mais recursos naturais do que podemos repor

Em 1961, metade da Terra era suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O primeiro ano em que a humanidade utilizou mais recursos naturais do que a capacidade do planeta de repô-los foi 1986 e a data no vermelho caiu no dia 31 de dezembro.

Em 1995, a data já foi antecipada para o 21 de novembro , por causa do excesso de consumo . Em 2005 o Earth Overshoot Day caiu em 2 de outubro e este ano já estamos no 23 de setembro: consumimos quae 40% do que a natureza pode oferecer sem se exaurir.

Segundo as projeções da ONU, na metade do XXI século precisaremos de mais um planeta para satisfazer às nossas necessidades.

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